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O Vista é um fracasso? Não necessariamente

Se você está pensando que o Windows Vista está perdido e que o XP sempre foi o rei da cocada preta, pense de novo.

Publicado: 29/04/2026 às 21:34
Leitura
6 minutos
O Vista é um fracasso? Não necessariamente
Construção civil — Foto: Reprodução

Vinte e um meses após seu lançamento, o que sabemos sobre o
Windows Vista?

Os usuários domésticos o odeiam. E, nas empresas, ele está
sendo desinstalado – um indício, segundo a Gartner, de que a linha de produtos
Windows, com 23 anos de existência, está sucumbindo sob seu próprio peso.

Enquanto isso, o Windows XP parou de ser fornecido a
varejistas e grandes fabricantes de PC no dia 30 de junho. Entretanto,
tardiamente, tornou-se tão amado que está atraindo milhares de pedidos para
desistir da aposentadoria.

Mas o ódio ao Vista e a nostalgia instantânea pelo XP escondem
uma crua realidade estatística: o próprio XP demorou a decolar junto aos
usuários – talvez mais do que o Vista até agora. Três fatores que podem aumentar a adoção do Vista. Três fatores que podem aumentar a adoção do Vista.

Em setembro de 2003, 23 meses depois de liberado, o XP
rodava em apenas 6,6% dos PCs corporativos nos Estados Unidos e no Canadá, segundo
a AssetMetrix, empresa de rastreio de ativos que foi adquirida pela Microsoft
posteriormente.

Em comparação, a Forrester Research divulgou que desde o fim
de junho -19 meses depois da chegada do Vista para usuários corporativos, em
novembro de 2006 – o novo sistema operacional podia ser encontrado em 8,8% dos
PCs corporativos mundialmente.

Windows Vista contra XP: Qual é o melhor?

Mas até mesmo o Gartner, profeta do colapso do Windows,
prevê que no fim de 2008 o Vista será mais popular do que o XP era, com 28% da
base instalada mundial de sistemas operacionais para PC contra 22% para o XP no
fim de 2003.

“A aceitação do XP foi mais lenta do que as pessoas se
lembram”, diz Michael Cherry, analista da Directions on Microsoft. No início,
muitos gerentes de TI “rotularam o XP de um upgrade dedicado ao consumidor”.

Os usuários adoravam o Windows 2000, que ainda não tinha
dois anos de existência quando o XP foi lançado. Para muita gente, o XP não
motivava a migração. “O XP foi visto como um upgrade glorificado e não um
sistema operacional em si”, recorda Donnie Steward, CIO da ACH Foods.

XP e a segurança
Também aconteceram todos os problemas de segurança. O XP
agora é considerado extremamente seguro, mas não era assim em 2002.

Foi quando a LifeTime Products atualizou para o sistema
operacional depois que a Microsoft liberou o Service Pack 1, seu primeiro
update de correção de bugs. John Bowden, CIO da fabricante, afirma que nos anos
seguintes à liberação o XP foi muito criticado pela falta de segurança.
“Costumávamos dizer que o XP era igual a um queijo suíço, com buracos por toda
parte”, diz Bowden.

Para tentar resolver os problemas de segurança, a Microsoft
desenvolveu um segundo service pack e incentivou os clientes a adotá-lo. Mas
duas coisas aconteceram. Em primeiro lugar, nem todo mundo ficou convencido de
que o SP2 seria a cura de todos os males de segurança – uma visão parcialmente
absolvida por desenvolvimentos posteriores. Em segundo lugar, o SP2 representou
uma mudança tão grande que quebrou muitos aplicativos, principalmente os
corporativos.

“Consideramos o XP SP2 um grande release, dada a natureza
dos aprimoramentos”, declarou um gerente de TI ao Computerworld em 2004. Tais
opiniões levaram muitas empresas a bloquear updates do SP2 em seus PCs durante meses
até poderem preparar-se para o enorme upgrade.

Algumas razões mencionadas para o suposto colapso do Vista
são exclusivas deste sistema operacional. Os direitos de downgrade estão sendo
amplamente exercidos por usuários quem compram PCs com o Vista, mas depois
revertem para o XP. O Mac OS X abocanhou market share do Windows no ano
passado. Tecnologias de cloud computing oferecem nova concorrência.

E lá no
horizonte, 2010, está o sucessor do Vista, que a Microsoft está chamando de
Windows 7. Steward e Bowden dizem que provavelmente vão pular o Vista e esperar
pelo Windows 7.

Vista tem os mesmos
desafios do Windows XP

As primeiras opiniões sobre o Windows XP foram muito próximas
às de muitos usuários sobre o Windows Vista hoje.

Uma pesquisa realizada pelo Computerworld com 200 gerentes
de TI no segundo semestre de 2001, às vésperas do lançamento do XP, atestou que
53% dos entrevistados não planejavam atualizar seus PCs, enquanto 25% estavam
indecisos. “Não migramos para o XP e não temos planos de fazê-lo”, declarou um
CIO em 2002. “É um upgrade que nada tem a oferecer a um cliente corporativo.”
Para outro gerente de TI, o custo de atualizar para o XP era “alto demais” e
não havia um valor evidente em atualizar.

Muitas empresas haviam concluído recentemente ou iniciado a
implementação do Windows 2000 quando o XP surgiu, apenas 20 meses depois do
antecessor. Poucas pessoas se entusiasmaram com a perspectiva de mais um
upgrade, principalmente diante de uma economia enfraquecida após o colapso das
empresas ponto.com.

E, embora o XP talvez pareça esbelto comparado ao Vista, na
época foi considerado por muitos um corpulento devorador de recursos, que
provavelmente retardaria aplicativos em PCs mais antigos.

Em março de 2005, o Windows 2000 ainda rodava em quase
metade dos PCs corporativos nos Estados Unidos e no Canadá, de acordo com dados
de uso compilados pela empresa de rastreio de ativos AssetMetrix, antes de ser
adquirida pela Microsoft.

“O Vista repete a situação com o XP em muitos aspectos”, diz
Michael Cherry, analista da Directions on Microsoft.

Mas o Vista também está levando golpes que o XP enfrentou e
superou, tais como uma economia cambaleante (o colapso ponto.com, no caso do
XP), a crença de que era um “bloatware”, acusações de preço abusivo praticado
pela Microsoft e apatia ou revolta de usuários finais.

Para a maioria dos usuários, “mudança é sempre ruim”,
observa Merrie Wales, gerente de TI do Condado de Glenn, na Califórnia. Segundo
Wales, só uma pequena parcela dos usuários aceitou bem a migração para o Vista
no primeiro semestre do ano. Em 2006, uma fatia similar de usuários ficou feliz
quando o departamento finalmente atualizou para o XP.

E a implementação do Vista “resultou muito melhor do que
prevíamos”, comemora Wales. “Não é um sistema operacional ruim. Ele traz
grandes aprimoramentos.”

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