Na tarde desta terça-feira (25/09), operadora adquiriu licença para atuar no Estado, mas conselho administrativo precisa avaliar viabilidade
Depois de arrematar por R$ 80,5 milhões a licença para operar telefonia móvel em São Paulo, a Oi enviou comunicado à imprensa afirmando que irá estudar a viabilidade de atuar no mercado paulista, onde seria a quinta concorrente.
Segundo a nota, “o investimento para operar no mercado paulista precisa ser precedido de estudo de viabilidade de negócios e da aprovação do conselho de administração da empresa”. Há cerca de dois anos, a Oi – que na época era conhecida como Telemar – já era cotada para adquirir licenças de operação de telefonia na região de São Paulo, mas o investimento não foi realizado por conta do valor e dos termos do leilão realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Agora, a situação é diferente, afirma a empresa.
“Entre os pontos que estimularam a aquisição de uma licença para ter a opção de operar em São Paulo estão a redução do valor das outorgas, a queda do preço dos equipamentos para implantação da rede GSM e a desvalorização do dólar em relação ao real. Também contribuíram para a mudança de cenário a diminuição do custo de capital e a redução dos subsídios nos aparelhos vendidos pelas operadoras”.
Outro motivador foi o modelo definido pela Anatel para o leilão das freqüências de 3G. “Por essa razão [vínculo das outorgas de São Paulo com a das regiões Nordeste e Norte] a entrada em São Paulo pode ser relevante para garantir a oferta de serviços 3G nos estados onde a Oi já atua. Antecipar este movimento neste leilão de agora é natural porque pode adiantar a estratégia de negócio, já que a licitação de 3G ainda não está marcada”. A previsão é que o leilão da terceira geração aconteça em outubro.
A nota enviada à imprensa também ressalta: “Cabe esclarecer que a licitação da Anatel ainda não está concluída, sendo pendente a análise da documentação de habilitação”.