Com exceção da Claro, Embratel e GVT, operadoras assinaram carta enviada à Anatel para solicitar que sistema só comece a funcionar em 2009
Alegando problemas técnicos e prazo curto, as operadoras de telefonia fixa e celular enviaram uma carta à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pedindo o adiamento do início da portabilidade numérica para janeiro de 2009. Só não assinaram o documento Claro, Embratel e GVT.
Em julho, a Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutável (Abrafix) e a Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel) já tinham enviado correspondências à Anatel informando sobre os problemas das empresas em cumprir o cronograma definido pela Anatel. A Agência garante que o prazo não será revisto.
A portabilidade deve começar a ser implantada no dia 1º de setembro, estando plenamente estabelecido em março de 2009.
Para Marcos Bellotti, diretor de negócios e assuntos regulatórios da Clear Tech, empresa que será responsável pela implementação e operação da plataforma de portabilidade, a complexidade do processo e os gastos que envolvem o sistema podem ser as principais dificuldades encontradas pelas operadoras. Segundo ele, se a Anatel não alterar o prazo para entrada em vigor da portabilidade, é possível que o sistema comece a funcionar mesmo sem estar completamente pronto. “Os primeiros dias serão um período piloto, para a realização dos ajustes necessários, e cada operadora deve determinar suas estratégias de contingência”, diz.
O preço da portabilidade ainda será definido pelo conselho diretor da Anatel e será cobrado do usuário apenas uma vez pela prestadora para a qual ele deseja mudar. Bellotti acredita que o valor cobrado deve ficar em torno de R$ 10,00. “Esse é um valor mundialmente competitivo”, afirma.
*com informações da Agência Brasil