Em painel na 11ª Futurecom, teles e fornecedores afirmam que, com redes inteligentes, telcos poderão brigar pela oferta de serviços de valor
Enquanto boa parte do mercado de telecomunicações aposta que as operadoras passarão a concentrar seus negócios na oferta de conectividade, os executivos do setor que participaram do painel “Desenvolvendo aplicações para a oferta de serviços pelas operadoras”, durante a 11ª edição da Futurecom, apostam no contrário.
O debate, que contou com a participação de representantes de telcos móveis e fixas e de fornecedores de infraestrutura de telecom, teve como mote a necessidade de mudanças na cadeia de valor do segmento de modo que as operadoras consigam prover serviços de valor agregado aos clientes – e que sejam remuneradas por isso.
“A indústria precisa ajudar as operadoras a colocar a inteligência na rede e, assim, reter parte da receita de serviços. Afinal, somos nós que conquistamos os clientes”, pede Divino de Souza, da Algar Telecom. Renato Rezende, da Huawei, concorda, garantindo que o investimento em novas tecnologias de rede será fundamental para a mudança do papel das operadoras.
Jesper Andersen, da Ericsson, pondera sobre a possibilidade de a inovação em serviços acontecer na borda, e não no core da rede, e cobra uma posição das telcos. “As operadoras precisam definir isso para, assim, saber onde investir”, alerta.
Uma possibilidade, em sua opinião, seria o surgimento de um novo player. “Falta a terceira perna do tripé, que é o modelo de distribuição”, afirma, lembrando que, em alguns mercados, é indispensável a existência de provedores especializados. “A operadora é de massa”, destaca.
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