A Oracle será responsável por operar o algoritmo do TikTok nos Estados Unidos como parte de um acordo conduzido pelo governo do presidente do país, Donald Trump. Segundo informações da ABC News e da Associated Press, um alto funcionário da Casa Branca afirmou que a empresa terá acesso a uma cópia do sistema de recomendação […]
A Oracle será responsável por operar o algoritmo do TikTok nos Estados Unidos como parte de um acordo conduzido pelo governo do presidente do país, Donald Trump. Segundo informações da ABC News e da Associated Press, um alto funcionário da Casa Branca afirmou que a empresa terá acesso a uma cópia do sistema de recomendação desenvolvido pela ByteDance, dona chinesa do aplicativo, e cuidará também da segurança da operação.
A medida atende à legislação assinada pelo então presidente Joe Biden, que obrigava a venda dos ativos do TikTok para uma companhia americana sob risco de banimento. O ponto central das negociações sempre foi o algoritmo que define o que aparece na tela de cada usuário, visto por autoridades como vulnerável à manipulação por Pequim.
Segundo o governo, a versão do algoritmo recebida pela Oracle será inspecionada e “re-treinada” exclusivamente com dados de usuários norte-americanos. A ideia é garantir que o sistema “se comporte de forma adequada” e minimizar riscos de interferência externa. Ainda não está claro se isso resultará em uma experiência distinta do TikTok para o público dos EUA.
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O acordo preliminar inclui a criação de uma joint venture com maioria de diretores norte-americanos no conselho. Oracle e a gestora Silver Lake são os únicos nomes confirmados até agora. Diferentemente de propostas anteriores, o governo não terá participação acionária nem assento no comitê controlador.
O porta-voz do Comitê Seleto da Câmara sobre a China reforçou que não haveria conformidade se o algoritmo permanecesse ligado à ByteDance, reiterando que não pode haver compartilhamento com a matriz chinesa.
O presidente Trump deve assinar nesta semana uma ordem executiva reconhecendo que os termos atendem às necessidades de segurança nacional. A China também precisa aprovar o acordo, previsto para ser finalizado dentro de um prazo de 120 dias, período concedido como trégua para conclusão das tratativas.
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