Ao mudar de empresa, o CIO precisa ficar atento a uma série de questões para que a transição não tenha impacto negativo
Adaptar-se a uma nova cultura organizacional, aprender sobre o mercado no qual a companhia está inserida e, sobretudo, entender como a TI poderá ser usada para criar um diferencial são alguns dos desafios que o CIO depara-se ao trocar de emprego. A mudança, muitas vezes, resulta da combinação da expectativa do profissional com as intenções da corporação de contratar com a missão de promover melhorias em uma área específica. Seja qual for o caso, os anseios do executivo precisam estar alinhados com os da empresa.
Depois de liderar a TI na DM Indústria Farmacêutica, Carlos Pulici ingressou na Simpress em outubro de 2007, após avaliar que a proposta recebida da fornecedora de outsourcing de impressão estava de acordo com aquilo que acredita e gosta dentro da área de TI. ?A empresa entende que tecnologia da informação pode prover diferenciais ao negócio?, explica. A Simpress posiciona-se com foco em serviços, o que exige uma TI perfeitamente alinhada. ?E é um desafio grande. Os outros executivos da empresa também têm essa visão, o que foi o principal atrativo que me levou a aceitar a proposta.?
As situações variam segundo a necessidade das companhias. ?O executivo pode ser contratado com uma missão específica, como a implantação de um determinado sistema, ou para atender a uma demanda de expansão, à criação de uma área ou alguma substituição?, elenca Ilana Lissker, sócia da Search Consultoria, especializada em recrutamento e avaliação de executivos.
No caso de Tadeu Perona, que comanda a TI da empresa de contact center Almaviva há cinco meses, um dos fatores para aceitar o novo emprego foi o projeto de crescimento da companhia no Brasil e a disposição dela para investir em tecnologia. ?Em quatro meses, encarei um crescimento de 100% da operação?, destaca o executivo, cuja motivação para a mudança também incluiu a integração da equipe com objetivo de oferecer serviços qualificados para o negócio e os clientes.
Para Marco Lorena, que assumiu como CIO do iG no último trimestre de 2007, desvendar o negócio (uma empresa com grande exposição no mercado e apelo de mídia) foi o grande impulsionador. ?Entender o ?mundo internet?, que está em constante evolução, me chamou muito a atenção. Mas é preciso conhecer muito a organização, pois você não consegue gerenciar o que não conhece?, afirma.
Além disso, pesou o fato de que a tecnologia é totalmente estratégica para a companhia. ?Não se faz muita coisa sem envolver TI. Quando a gente pensa em negócio, a tecnologia está intimamente ligada, daí a necessidade do alinhamento do nosso plano, de nosso road map de TI, com a estratégia corporativa?, destaca. Lorena também sentiu, pelas conversas que manteve com todos os diretores de negócios, um grande foco em colaboração. ?Eu sabia que poderia contar com todos.?