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Países emergentes devem representar 40% do faturamento da Qualcomm em 2010

Depois de queda na receita, em decorrência da crise, companhia não espera crescimento expressivo para 2010

Publicado: 09/05/2026 às 21:50
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3 minutos
Países emergentes devem representar 40% do faturamento da Qualcomm em 2010
Construção civil — Foto: Reprodução

Reflexo da crise econômica, a Qualcomm reportou no ano

fiscal 2009 (que compreende o período entre outubro/2008 e setembro/2009) um

faturamento menor que o registrado em 2008 – US$ 10,39 bilhões contra US$

11,10. E não tem expectativa de crescer muito em 2010. Em decorrência dos impactos dos

abalos financeiros nas empresas, a Qualcomm prevê receita entre US$ 10,3 bilhões

e US$ 10,5 bilhões para o próximo ano. “É reflexo da economia. Não acreditamos

que haja um crescimento muito rápido. A melhoria será gradativa”, explicou o presidente da Qualcomm América Latina e vice-presidente da Qualcomm Inc., Flávio Mansi. 

A estratégia para angariar receitas contempla também os

países emergentes, quando a organização volta seus olhos para as chamadas novas

economias, como o Brasil, China e Índia. Neste sentido, Mansi espera que este

contingente de nações represente algo em torno de 40% da Qualcomm já no ano que

vem. O trabalho não será fácil. Apesar de a crise ter afetado estes países em

menor escala, as telecomunicações ainda não estão maduras. “Os dispositivos

vendidos costumam ser mais baratos que nos países desenvolvidos”, afirma o presidente da Qualcomm América Latina.

No Brasil, o foco para crescer está, principalmente, na

evolução das redes (rumo à HSPA+ e LTE), aumento de assinantes 3G (e também a

migração de 2G) e da oferta de celulares de terceira geração, consolidação da

banda larga móvel, além da expectativa de novas faixas de frequências (2,5 GHz

e 450MHz).

Em encontro com jornalistas na tarde desta quarta-feira

(25/11), executivos da Qualcomm reforçaram a aposta na América Latina. Entre as

justificativas, apontaram a enorme população e, sobretudo, o número de

assinantes de GSM que migrarão para WCDMA. “Será superior ao dos EUA. Índia,

Japão e China daqui a dois anos. E o Brasil terá 50% dos assinantes da região”,

destacou Mansi. 

Há ainda um outro fator a ser considerado. Como sede da Copa

do Mundo e das Olimpíadas, o Brasil terá de investir e sua infraestrutura de

rede. Em outras palavras, é dizer que as operadoras precisarão se preparar para

o aumento da demanda por dados. A Qualcomm aponta um forte interesse das telcos

em HSPA+ e na evolução das redes 3G para LTE – a companhia projeta que testes

nesta tecnologia devem ocorrer já em 2010. Tudo isso impulsionado pelo

crescimento nas vendas de smartphones e modens de banda larga móvel.

Diversificação de portfólio

A América Latina é também a região de onde parte uma nova aposta

da Qualcomm: acordos com operadoras para uso da plataforma de serviços. No

total, a expectativa é lançar a solução em 18 países – por enquanto, o primeiro

acordo foi fechado no México com a América Móvil (para widgets) e o segundo no Brasil

com a TIM (para aplicativos). “Os primeiros acordos mundiais saem da AL”,

ressalta o presidente para América Latina .

Por trás destes contratos, a Qualcomm quer ajudar as

operadoras a prover serviços de valor agregado e, assim, incentivar a migração

de 3G para 3G. “Queremos apoiar as telcos para atrair clientes. Não vamos mudar

nosso foco, que continua sendo chips”, enfatizou Mansi.

Leia também:

Dez fabricantes trabalham com chip snapdragon da Qualcomm

 

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