ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Para analistas, TIM ganha poder de fogo com Intelig

Corretoras avaliam que valor da transação chega a R$ 650 milhões

Publicado: 06/05/2026 às 22:59
Leitura
3 minutos
Para analistas, TIM ganha poder de fogo com Intelig
Construção civil — Foto: Reprodução

A incorporação da Intelig pela TIM Participações foi vista positivamente por analistas porque permitirá à operadora reduzir custos de aluguel de circuitos e ainda se fortalecer em segmentos como longa distância e mercado corporativo.

A negociação não envolve pagamento em dinheiro, já que a TIM vai transferir à Docas Investimentos e suas holdings até 6,15% das ações ordinárias e preferenciais.

O valor, com base na cotação do papel na quinta-feira (16/04), chega perto dos R$ 650 milhões. “Foi em linha com o que se esperava”, afirma o analista Alex Pardellas, do Banif Investment Banking.

O analista Júlio Püschel, do Yankee Group Brasil, calcula que, ao preço arredondado de US$ 300 milhões, a rede de 14,5 mil quilômetros da Intelig em 18 capitais foi comprada por US$ 20 mil dólares por quilômetro.

“Construir uma rede do zero custaria o mesmo, mas esta já está pronta e tem funcionários que já a conhecem”, argumenta.

Ele cita a infraestrutura de fibras ópticas como o maior ativo da empresa adquirida ao lembrar que “a marca Intelig já não está tão presente na mídia e, por isso, não deve ter tido impacto na transação”.

Criada em 2000, a Intelig foi colocada à venda pelos sócios originais quatro anos depois. Os grupos National Grid, Sprint e France Telecom deixaram de aportar recursos na companhia, que passou a se manter com a geração de caixa.

A Ativa Corretora, em relatório, lembra que a TIM gasta em média R$ 700 milhões por ano em aluguel de circuitos e, segundo projeção da própria operadora, poderá reduzir até 50% esse total com a Intelig.

A analista Beatriz Battelli, da Brascan Corretora, também destaca a redução de custos como fator positivo para a compra. Os gastos da TIM com o aluguel da rede de terceiros representaram cerca de 5% da receita líquida em 2008.

Püschel, do Yankee Group Brasil, lembra ainda que a TIM perdeu mercado no ano passado, quando foi ultrapassada pela Claro na segunda posição em número de clientes, e 2009 se mostra como “um ano difícil, um ano de crise”. Por isso, reduzir custos e ampliar a competitividade neste momento “faz todo o sentido”, diz.

Com a aquisição de uma companhia com presença na longa distância e no mercado corporativo, a TIM “ganha oportunidade de oferecer produtos convergentes e de atender o mercado empresarial”, algo que, segundo ele, as empresas de celular ainda não fazem com abrangência.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas