Segundo presidente da operadora, desconhecimento e falta de interesse também são fatores relevantes e é preciso trabalhar tudo
Em palestra na Futureco,m nesta terça-feira (02/10), o presidente da Brasil Telecom, Ricardo Knoepfelmacher, citou estudo divulgado pelo Boston Consulting Grouo (BCG) que mostra que a questão do preço não é o principal problema para o baixo uso de mensagens de texto (SMS) no Brasil, como afirmado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, na última segunda-feira.
O problema está na falta de interesse e o desconhecimento do serviço. “O ministro tem razão em defender preços módicos para o serviço, mas é preciso trabalhar em todas as frentes”, afirmou o executivo. A falta de interesse e o desconhecimento foram destacados por 35% dos entrevistados, já o preço foi colocado por 14% das pessoas.
Ricardo K. dividiu o mercado em dois públicos: os clientes convergentes, que demandam soluções de triple e quadriple play entre outras soluções de ponta; e os clientes emergentes, com renda mensal entre R$ 200 e R$ 1400, que procuram universalização e ofertas simples. “Em comum eles têm a necessidade de se ter uma eficiência de custos e a qualidade como diferencial da oferta”, completou.
No Brasil o público emergente é 60% da população, ou 34 milhões de domicílios e são responsáveis por 25% das receitas do setor de telecom. Na BrT, este público é responsável por 27% da receita, por isso, Ricardo K. afirmou que a operadora irá criar campanhas para atendê-lo melhor. Durante sua apresentação, o executivo defendeu também a possibilidade das operadoras de telefonia poderem oferecer programação de TV por assinatura, não só conteúdo sob demanda, por conta da capilaridade de sua rede. “No Paraná, apenas 27 cidades são atendidas pela TV a cabo, enquanto a BrT tem 333 municípios com ADSL”, pontuou.
O executivo acredita que até o fim do ano já tenham passado no congresso mudanças na Lei do Cabo que permitam a oferta deste serviço.
Acompanhe a cobertura completa da Futurecom 2007 no IT Web. A 9ª edição do evento ocorre em Florianópolis (SC) até quinta-feira (04/10) e discute os rumos das telecomunicações no Brasil.
* O repórter viajou a Florianópolis (SC) a convite da Juniper Networks.