Presidente da Claro, João Cox, acredita em competição desde que todos possam continuar atuando
“As alterações nas regras da telefonia que não reduzem a quantidade de empresas competindo em uma mesma região são positivas”. Esta é a opinião de João Cox, presidente da Claro, sobre as mudanças iminentes nas leis de telecomunicações, necessárias para aprovar a aquisição da Brasil Telecom pela Oi.
O executivo fez as declarações durante a divulgação dos resultados financeiros da Claro, em São Paulo. Cox afirma que a prioridade para o governo e Agência Nacional de Telecomunicações é manter o ambiente de competição. “O resto é decisão de Estado e de empresas privadas”.
O executivo aproveitou a ocasião para comentar o impasse relacionado à TIM e Vivo (a lei proíbe que um mesmo grupo de acionistas controle duas operadoras em uma mesma região; no ano passado, a Telefonica, que detém parte da Vivo, adquiriu participação acionária na Telecom Itália, holding da TIM). O prazo para que as empresas apresentem uma solução expira em 5 de maio. “Espero não ter que me manifestar após esta data.”
Cox também cobrou revisão da incidência de impostos sobre os serviços de telecomunicações, mostrando que no Brasil, o valor médio, em dólares, pago pelos usuários em impostos é mais de três vezes o do mercado global.