ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Perdas com ataques cibernéticos já superam as com desastres naturais

Os prejuízos no mundo com ataques cibernéticos já geram perdas de US$ 1 trilhão para as empresas, bem acima dos US$ 300 bilhões de perdas com desastres naturais em 2017, segundo relatório Cyber Handbook 2019 da Marsh & McLennan Companies. Segundo Javier Duran, diretor de Risk Management da consultoria de risco e corretora de seguros […]

Publicado: 26/05/2026 às 06:01
Leitura
3 minutos
ciberataque
Construção civil — Foto: Reprodução

Os prejuízos no mundo com ataques cibernéticos já geram perdas de US$ 1 trilhão para as empresas, bem acima dos US$ 300 bilhões de perdas com desastres naturais em 2017, segundo relatório Cyber Handbook 2019 da Marsh & McLennan Companies.

Segundo Javier Duran, diretor de Risk Management da consultoria de risco e corretora de seguros Marsh Brasil, embora as novas tecnologias tenham potencial para melhorar a produtividade e a eficiência de uma empresa, elas não são implantadas considerando o grau em que elas podem aumentar a exposição cibernética da empresa.

“É preciso mudar a mentalidade de como seria a gestão de risco cibernético, as organizações devem internalizar que não é uma questão de “se”, mas “quando” elas irão sofrer um ataque. Isso vai reequilibrar a forma como as empresas investem e alocam seus recursos de gerenciamento de risco cibernético”, afirma.

Maiores vítimas de hackers

As empresas do setor de saúde são as mais vulneráveis a ataques cibernéticos e 27% relatam já terem sido vítimas de ataques de hackers nos últimos 12 meses. Em segundo lugar estão as instituições financeiras (20%), e em terceiro as empresas de comunicações, mídia e setor de tecnologia (14%).

“Os principais riscos para as empresas da área de saúde hoje incluem a exposição dos dados do paciente, exposição compartilhada de dados do sistema e exposição dos funcionários. Em 2017, o ataque global WannaCry teve sucesso em temporariamente desligar os sistemas de TI de hospitais em todo o mundo, diz o executivo.

Javier explica que entre os maiores impactos das perdas com ataque cibernético estão a interrupção dos negócios, danos na reputação corporativa e violação de informações dos clientes. Segundo o estudo, o risco de primeira parte, que não envolve roubo de informações de terceiros, passou a ser visto como principal risco cibernético. Outro ponto que ganhou visibilidade nos comitês executivos é a Lei Geral de Proteção de Dados, que entra em vigor no país em 2020.

“Á medida que as organizações se tornam cada vez mais dependentes de tecnologia, o problema passa a ser a vulnerabilidade presente dentro de sua própria infraestrutura digital, que pode resultar em interrupção comercial significativa ou danos à propriedade”, diz.

Para as instituições financeiras, segundo ele, as ameaças cibernéticas estão em permanente evolução em complexidade e intensidade, mas as tecnologias emergentes, como a permissão de blockchains, podem contribuir para a redução do risco e proteger adequadamente os interesses financeiros dos consumidores. “As empresas devem implementar sistemas que possam barrar a propagação de um ataque cibernético de contágio e que permitam retomar as operações da forma mais rápida possível”, explica.

Seguros em alta

Segundo o relatório, estimulado pela onda de ataques e pelas novas regras de proteção de dados, o prêmio anual de seguros cibernéticos cresceu 34% ao ano nos últimos sete anos. “As apólices de seguro cibernético são projetadas para cobrir tanto a perda direta quanto a responsabilidade por um evento cibernético”, revela o executivo.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas