Executivos têm que compreender as caracteristicas e a expectativa da companhia em que estão inseridos
De uns anos para cá, a área de TI tem sido chamada a criar valor para os negócios, impulsionar a inovação e suportar a sustentabilidade das companhias. Mas antes de definir uma estratégia para essas iniciativas, é preciso entender o tipo de organização no qual o departamento de tecnologia está inserido para saber quais são as reais necessidades da empresa.
Ellen Kitzis, vice-presidente de pesquisa do Gartner, classifica as organizações em quatro tipos: grinder (“conservadoras” ou “controladas”), butler (“servidoras”), team players (colaborativas) e empreendedoras. No primeiro perfil, a TI é vista apenas como um custo e a expectativa é de que esses valores sejam mantidos estritamente dentro do planejamento. Nas empresas do tipo “butler”, o departamento de tecnologia provê suporte, mas não é estratégico. Dessa forma, os custos devem ser previsíveis, mas existe uma certa flexibilidade.
As companhias colaborativas enxergam TI como um suporte às operações e dão à área o tempo que for necessário. E finalmente, nas empresas empreendedoras a TI é fundamental e faz parte do negócio. “Às vezes, a área está tão atrelada ao core business que não tem nem um orçamento separado”, comenta Kitzis.
A executiva afirma que o CIO deve adaptar-se e entender o perfil das pessoas que estão no seu time para, eventualmente, orientá-las à adequação ao perfil da empresa. “Se houver dúvida sobre a expectativa da companhia em relação à TI, é melhor certificar-se”, diz.