Software como serviço, virtualização e aplicações web estão cada vez mais em uso
Embora pareça um hype, há tendências concretas na computação em nuvem. Um recente estudo global da consultoria McKinsey revela que o software como serviço (SaaS) está se consolidando. Uma pesquisa feita com 850 empresas usuárias revelou que três quartos delas são favoráveis ao modelo e pensam em adotá-lo. Em 2008, 19% do orçamento de TI será destinado a compras de SaaS.
Pequenas e médias companhias serão as mais ávidas por isso, gastando 26% do orçamento de TI. As grandes devem desembolsar somente 11%. Outra pesquisa do Gartner mostra que o uso da virtualização em PCs também está previsto para crescer rapidamente. O número de computadores virtuais deve pular de menos de cinco milhões em 2007, para 660 milhões em 2011. Ambos são indícios de como a nuvem cresce.
A expectativa de um aquecimento pode ser sentida nos investimentos do Google em data center. A companhia gastou US$ 842 milhões com servidores no primeiro trimestre de 2008, o maior volume da sua história. A empresa também deixou outros rastros da sua estratégia para popularizar a cloud computing. Ela colabora, desde o ano passado, na produção do novo MySQL, que deve surgir no mercado em 2009 e especula-se que seria mais um software a ser oferecido como o Google Docs, de forma online.
Até a Microsoft entrou nesse ramo, anunciando o Live Mesh em abril. A plataforma deve migrar os produtos da empresa do CD para a web. A versão de teste inicial deverá estar disponível até o fim deste ano, com previsão de uma versão de teste completa em 2009. Outras empresas como Dell, EMC, IBM, HP, Sun, Cisco e Citrix já usam o termo em alguma solução.
Por enquanto, cloud computing soa meio esotérico e tem sido muito mais difícil entendê-la quando o interlocutor vem do marketing. Mas, em termos de tecnologia, é impossível negar que todos os termos abrigados nesse conceito maior estão amadurecendo. Isso não é uma nuvem exatamente, é um horizonte. E já estamos bem perto dele.
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