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PIX ainda é meio de pagamento menos aceito no e-commerce

O cartão de crédito é o meio de pagamento mais aceito pelos e-commerces brasileiros, com 98,3%, seguido pelo boleto bancário com 75%. Em terceiro lugar estão as carteiras virtuais, ou wallets, com 50%, e em quarto o débito, com 38,3% (somando o método por bandeira e banco). Apenas 16,7% dos estabelecimentos avaliados oferecem o PIX […]

Publicado: 11/03/2026 às 05:08
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PIX ainda é meio de pagamento menos aceito no e-commerce
Construção civil — Foto: Reprodução

O cartão de crédito é o meio de pagamento mais aceito pelos e-commerces brasileiros, com 98,3%, seguido pelo boleto bancário com 75%. Em terceiro lugar estão as carteiras virtuais, ou wallets, com 50%, e em quarto o débito, com 38,3% (somando o método por bandeira e banco). Apenas 16,7% dos estabelecimentos avaliados oferecem o PIX como forma de pagamento, menos da metade do percentual de aceitação do débito.

Esses dados fazem parte de um estudo realizado pela consultoria especializada GMattos e encomendado pela startup IDid. Foram analisados 60 dos maiores players de vendas online brasileiros entre 11 e 16 de janeiro de 2021, entre eles Americanas, Amazon, iFood, Decolar, Netshoes, Sephora e Uber.

Segundo o estudo, o PIX ainda não atinge a amplitude esperada no comércio eletrônico devido às dúvidas sobre a taxação para os lojistas – que deve ser entre 0,5% e 0,9%. Além disso há a necessidade de uma integração tecnológica mais cuidadosa, que inclua a confirmação da disponibilidade de estoque e análise antifraude para confirmação do pagamento.

Leia mais: Banco Original: transações sem contato cresceram 317% em 12 meses

Os 10 lojistas analisados que aceitam PIX fazem parte dos segmentos de lojas de departamento, companhias áreas, moda, alimentação, pets e eletrônicos.

Os preferidos

O cartão de crédito é a forma preferida pelos lojistas devido a autorização em duas fases (pré-autorização e captura). É considerada ideal para a operação online, já que permite a confirmação do estoque e a análise de risco no ato da compra.

Também é a preferida pelos consumidores (80%) e possui alta taxa de conversão (70%), com chargeback médio de 1,6% no Brasil – prejuízo para o lojista. Por isso, requer o uso de sistemas antifraude, que geram custo adicional para o estabelecimento, chegando a 0,5% da receita. Além disso, o volume de revisão manual das transações pode atingir 15%.

Já os boletos, segundo lugar em aceitação, são um meio de pagamento bastante conhecido e com capacidade de inclusão para consumidores não bancarizados ou sem cartões de crédito. Entretanto, a confirmação do pagamento chega na loja após 48 horas ou mais, impactando o estoque. Apenas 10% das compras realizadas nesta modalidade são efetivadas.

As wallets apresentam crescimento significativo. Em 2018, esta modalidade de pagamento atingia 16% das transações realizadas no mundo físico e 36% no comércio eletrônico, de acordo com levantamento da consultoria Bain.

Já o débito (38,3%) apresentou aceitação de 18,3% entre os lojistas analisados e 26,7% em débito com integração direta com os bancos, totalizando os 38,3%. O pagamento em débito possui 30% de taxa de conversão média (3 em cada 10 tentativas), devido ao fluxo transacional em que a autenticação do consumidor é realizada no ambiente do banco.

Com o uso da tecnologia 3DS 2.0 a taxa sobre para 40%, mas ainda há complexidade na integração entre bancos e lojistas. Em soma, a categoria débito representa 10% das vendas efetivadas.

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