Desenvolvimento de aplicativos web será transferido para plataformas online, apesar do trade-off que, geralmente, é requerido
Plataforma como serviço é uma forma de computação em nuvem que possui potencial considerável de ajudar desenvolvedores corporativos na criação e teste rápidos, desafiando aplicativos web, algo que muitas companhias enfrentarão pressão para entregar. Esses ambientes de desenvolvimento online vêm de diversos desenvolvedores como Salesforce.com (Force.com), Microsoft (Azure) e startups como WaveMaker.
Essas platafromas tendem à centralização em uma única linguagem ou metodologia de desenvolvimento – nada mal para desenvolvedores, que não olham para uma plataformas, mas para aquelas que possuem ferramentas e linguagens de suas preferências, como .Net, Java ou Ruby on Rails.
As plataformas prometem mais eficiência por meio de automação de tarefas. Mas elas também trazem serviço de infraestrutura em nuvem ou links para vendedores como Amazon.com, de forma que os criadores possam desenvolver em uma infra em nuvem que atenda a demanda de uma nova aplicação.
Nesses casos, o apelo da platform-as-a-service é que você poderá desenvolver utilizando os mesmos padrões e tecnologias como a aplicação rodará em produção. Com isso, vem a promessa de desenvolvimento mais rápido.
Desenvolvedores na Force.com produzem um aplicativo 4.9 vezes mais rapidamente que nos métodos convencionais de Java ou .Net, revelou uma revisão feita pelo Nucleus Research em 17 projetos do Force.com em maio último. Isso foi possível por conta da ferramenta de workflow da Force.com, pela interface de usuário pré-desenvolvida, conectividade com banco de dados e infraestrutura para testes e segurança.
Mas é preciso lembrar que PaaS ainda está em estágio inicial. Force.com é uma das plataformas mais estáveis e seu road map não está 100% claro, com questões sobre quanto tempo a Salesforce suportará uma linguagem de programação padrão.
Abaixo, algumas plataformas que os vendedores oferecem:
Force.com
Desenvolvida na infraestrutura da SalesForce.com, tem todos os aplicativos, como CRM da Salesforce, produzidos a partir de uma central de banco de dados. Terá grande apelo para companhias que utilizam o software de relacionamento com consumidor da Salesforce, que estão familiarizadas com os aplicativos de dados e estão inclinadas a aprender a linguagem de programação Apex.
A Force.com traz uma série de formas que podem acelerar o layout de uma aplicação básica e conexão com outros serviços. Ela inclui API que conhecem qual serviço web pode ser usado por um aplicativo e provê sequência WSDL para o serviço. Um ano atrás, Salesforce adicionou o VisualForce, uma interface de usuários baseada em componentes do Adobe Flex. Com essas ferramentas, os desenvolvedores podem conectar seus CRM da Salesforce e outras aplicações, extraírem dados e construírem uma forma de atualização por ocorrência de eventos, por exemplo.
A plataforma também inclui AppExchange, um estoque de 800 aplicações que podem ser compradas e usadas pelo desenvolvedor, além de conectores para ERPs Oracle e SAP.
Azure
A plataforma da Microsoft ainda é apenas uma promessa, com lançamento previsto para a conferência de desenvolvedores da empresa em 16 de novembro. Mas desenvolvedores que produzem para Windows devem olhar como uma nova plataforma de desenvolvimento de aplicativos colaborativos e serviços para uso dentro das empresas e com os clientes. Criadores familiarizados com Visual Studio e .net devem encontrar no Azure uma espécie de plataforma completa. Se a Microsoft entregar menos que o esperado, os desenvolvedores podem ficar desapontados.
O sistema operacional do Azure será Windows, mas a Microsoft conversa em torno da interoperabilidade e padrões abertos. Os APIs estão baseados em REST, XML e SOAP. A Microsoft acaba de aceitar Simple API, um projeto de código aberto fundado pelo distribuidor de PHP para dar aos desenvolvedores um caminho comum para chamar serviços de diferentes nuvens.
Além do suporte ao .Net e linguagens como C# e Visual Basic, o Azure suportará a liguagem open source PHP e Microsoft Ruby, uma versão do Ruby on Rails.
Java atrairia a maioria dos novos desenvolvedores para o Azure.
No futuro, serviços como SharePoint e Microsoft CRM estarão disponíveis na plataforma.
WaveMaker Studio
WaveMaker é uma plataforma de código aberto que quer levar os desenvolvedores o tipo de aplicativos web interativos Ajax, sem forçar os desenvolvedores a utilizarem mais determinado fornecedor. A WaveMaker utiliza o padrão Ajax, que roda em navegadores sem modificações e não depende de fornecedor de banco de dados ou outros serviços.
Ela prove manipulação de arquivos usando widgets Ajax, web services, banco de dados e o Dojo Ajaxa, um kit de ferramentas com componentes para interface de usuário. Também inclui drag and drop para gerenciamento de imagens e arquivos.
A WaveMaker quer cortar dois terços do custo típico para desenvolvimento por meio do tempo economizado, deixando que os desenvolvedores completem aplicações web escrevendo poucas linhas de códigos.
App Engine
O Google App Engine é um serviço para rodar aplicações Python ou Java na infraestrutura Google. Aplicativos rodando por lá encontrarão escalabilidade.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conduziu um encontro mundial usando Moderator, uma aplicação do App Engine, registrando quase 93 mil pessoas e 104 mil perguntas. O apelo da ferramenta do Google é que ela foi desenvolvida para prover escala com consistência e rápido tempo de resposta ao usuário.
Mas ser rápido significa sacrifícios. O Google baniu as operações padrões relacionadas de banco de dados, como SQL Joins, que invoca procedimentos em múltiplas máquinas do Google grid. A companhia também baniu a busca por meio de todo o banco de dados, restringindo o retorno a 1000 linhas.
O App Engine inclui APIs para armazenamento de dados e leitura de fotos dentro da aplicação.
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