Aposta é, principalmente, em aplicações embarcadas no Facebook, algo que tem chamado, cada vez mais, atenção das empresas
Desde janeiro deste ano a Webtrends tem apostado, além de todo seu tradicional portfólio de análises, em uma plataforma para criação de aplicativos. O crescimento do mercado de mobilidade e a ascensão desenfreada das redes sociais, que ganham força e fazem com que corporações de diversas áreas demandem algum tipo de ação nelas, são alguns dos motivadores. A palavra de ordem do sistema da fabricante é facilidade. Em uma demonstração feita durante o Engage 2011 (leia cobertura completa), em apenas seis minutos foi criada uma aplicação social com o Twitter da InformationWeek Brasil.
“Antes éramos apenas uma empresa de métricas, hoje, além de análises, permitimos a criação de conteúdo e publicação em browsers e plataformas móveis. Nossa ferramenta traz uma lista de possíveis aplicativos de conteúdo que podem ser criados sem conhecimento técnico”, explica Sean Browning, diretor-global de parceria e estratégia da Webtrends. De acordoc om o executivo, o perfil de empresas que utilizam é bastante variado, mas as que atuam com venda direta de produtos costumam demandar mais a ferramenta, sobretudo, a função que permite criar aplicação embarcada no Facebook.
Embora a plataforma esteja há pouco tempo no mercado, a fabricante já conta com alguns cases que vão de cervejarias à empresas de roupas para bebês. No caso de aplicações para Facebook, a companhia pode criar desde um ranking, para entender a preferência por determinado produto, ou elaborar algum quiz e, com o resultado, avaliar desejos e demandas dos clientes ou, simplesmente, postar conteúdo. Há ainda aplicações para cupons de descontos ou para cadastro em promoções, o que é uma novidade, já que, apenas por análise de uma página de fã, a corporação não sabe quem são os clientes. Por questões relacionadas à privacidade, o Facebook não envia dados de quem acessou ou tornou fã.
“Você pode criar uma aplicação tanto para embarcar no Facebook quanto para plataformas móveis. O móvel usa linguagem HTML5, facilitando a integração com diversas plataformas”, afirma Browning. Ao desenvolver o aplicativo, a pessoa pode postar diretamente na Apple App Store ou Android Market, por exemplo. A empresa que adere à essa plataforma tem acesso também a um serviço de métricas móveis, onde consegue avaliar a eficiência do software e se é necessário criar ou descontinuar alguma função. “Indicamos aos clientes de acordo com a estratégia. Se tem muitos fãs no Facebook, pode iniciar por lá”, ensina. “Mas a aplicação começa a perder eficiência em cinco dias”, alerta, esclarecendo a importância de renovação do conteúdo.
*O jornalista viajou a São Francisco a convite da CLM