Teresa Vernaglia, diretora-geral da AES Atimus, afirma que é preciso ação coordenada entre setor público e privado para resolver questão
Quando o assunto é popularizar a banda larga no Brasil é quase inevitável abordar a possibilidade do PLC, que é a internet via rede elétrica. Mas, por enquanto, não é bom contar com essa possibilidade em escala. De acordo com a diretora-geral da AES Atimus, Teresa Vernaglia, companhia que possui um projeto piloto com a tecnologia em São Paulo, “não se expande porque (o equipamento) é 100% importado. Não se produz o modem no Brasil”.
De acordo com a executiva, todos os equipamentos necessários para possibilitar o projeto que existe em SP vêm de fora do País. Ela frisa, entretanto, que a tecnologia é completamente viável e que oferece uma velocidade máxima de 15 Mbps, suficiente para atender a demanda residencial.
Teresa explica que, ao fazer as contas, o PLC sai caro. O custo é inferior ao da fibra, mas, por toda a cadeia, que envolve não apenas a produção local como também a mão de obra, hoje é mais fácil expandir rede de fibra ótica que apostar na escala da internet via rede elétrica. “Telecom é escala, só teremos empresas interessadas em fabricar no Brasil se houver escala. Com Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) pode ter mudanças com desenvolvimento da indústria nacional ou convidando companhias para fabricar por aqui. Mas precisaria de uma ação coordenada entre governo e iniciativa privada.”
Justamente por esse custo, a expansão do projeto que a AES Telecom tem com a Intelig nos bairros de Moema, Jardins e Pinheiros, em São Paulo, é complicada. A executiva afirmou que, da forma que é hoje, só compensa investir quando o equipamento usado atinge 100 domicílios de uma única vez, o que é possível apenas com edifícios, talhando o potencial de inclusão que a tecnologia possui por essência.
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