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Por uma análise de dados mais humana

Uma empresa que busca crescer de maneira sólida e consistente não pode deixar de lado os dados. Coletar, tratar e utilizar a infinidade de informações produzidas diariamente nos negócios não se trata mais de uma tendência, mas de uma realidade e uma necessidade.  E essa análise de dados só se tornará realmente eficiente à medida […]

Publicado: 11/05/2026 às 10:33
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3 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Uma empresa que busca crescer de maneira sólida e consistente não pode deixar de lado os dados. Coletar, tratar e utilizar a infinidade de informações produzidas diariamente nos negócios não se trata mais de uma tendência, mas de uma realidade e uma necessidade. 

E essa análise de dados só se tornará realmente eficiente à medida em que for mais humana.  

Essa afirmação pode soar estranha aos nossos ouvidos, já que, com a transformação digital, inovações como a inteligência artificial e o machine learning vêm automatizando processos e de certa forma substituindo o ser humano em algumas tarefas.

Mas a verdade é que as pessoas continuam tendo papel central e crucial na era dos dados. Cabe a nós, profissionais de tecnologia e ciência de dados, entendermos plenamente o nosso lugar.  

Antes de tudo, precisamos compreender e aceitar que o ser humano tem suas limitações intrínsecas. Uma máquina tem muito mais capacidade de armazenar informações e números, realizar cálculos e criar padrões e algoritmos. Nós até podemos desempenhar esse tipo de tarefa, mas com certeza vamos perder muito tempo e energia sem ter a mesma eficiência.  

É hora de parar de gastar nossos esforços com essa parte operacional e utilizar aquilo que temos de melhor: nossa inteligência e criatividade. As máquinas são melhores que nós em calcular e quantificar, mas só nós temos a capacidade de olhar para os dados e criar conexões entre eles para resolver problemas, abrir novas portas e inspirar ações efetivas de acordo com a realidade do negócio. 

Gosto de uma expressão utilizada por alguns profissionais de que o ser humano tem a capacidade de fazer o “blend” das informações, ou seja, interpretá-las por meio de associações subjetivas que só nós somos capazes de realizar.

Máquinas não têm sentimentos nem sensações. Para ser um bom profissional de dados, temos que utilizar isso a nosso favor, criando analogias que nenhum equipamento será capaz de criar. Aqui está o grande segredo, aqui está a criatividade que faz parte da essência humana. 

Imagine o exemplo de uma máquina de café: sem a capacidade humana de definir as medidas certas de água e de pó, certamente ela não seria capaz de produzir uma bebida agradável. Afinal, o papel da máquina é servir às necessidades do ser humano. Com os dados, não é diferente.  

Mas é preciso, antes de tudo, confiar nas informações. É importante termos nossas opiniões pessoais, mas elas não podem desmentir números e dados absolutos. As empresas também precisam aprender a explorar essa diversidade de opiniões para chegar aos melhores resultados e insights por meio dos dados.

Afinal, nem sempre as informações são perfeitas e trazem conclusões óbvias. Reuniões e brainstorms entre cientistas de dados e outros profissionais que realmente vivam e entendam do negócio são boas ferramentas para tornar os dados ativos realmente valiosos.  

Em resumo, quanto mais o ser humano tiver espaço para utilizar sua intuição, sua criatividade e as capacidades que o tornam único, mais avançada e eficiente será a análise dos dados de uma empresa. 

*Cláudio Tancredi é country manager da Hitachi Vantara 

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