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Powell afirma que boom da IA não é bolha e impulsiona crescimento econômico

O presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, equivalente ao Banco Central do Brasil (BCB), Jerome Powell, afirmou nesta quarta-feira (29) que o atual ciclo de investimentos em inteligência artificial (IA) não deve ser comparado à bolha das empresas de internet do fim dos anos 1990. Para ele, a tecnologia representa uma […]

Publicado: 13/03/2026 às 21:40
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3 minutos
Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Imagem: Shutterstock
Construção civil — Foto: Reprodução

O presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, equivalente ao Banco Central do Brasil (BCB), Jerome Powell, afirmou nesta quarta-feira (29) que o atual ciclo de investimentos em inteligência artificial (IA) não deve ser comparado à bolha das empresas de internet do fim dos anos 1990. Para ele, a tecnologia representa uma fonte concreta de crescimento econômico, sustentada por companhias com modelos de negócio sólidos e resultados financeiros expressivos.

“É diferente, porque essas empresas que hoje têm valorizações tão altas realmente apresentam lucros e fundamentos”, disse Powell, durante coletiva após a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), que reduziu os juros básicos pela segunda vez consecutiva, para o intervalo entre 3,75% e 4%.

O discurso do presidente do Fed ocorre em meio a um cenário de euforia em torno da IA generativa, que vem transformando a dinâmica de setores inteiros, de finanças a manufatura, e exigindo investimentos bilionários em data centers e chips de alto desempenho. Segundo Powell, esses aportes estão entre os principais motores do crescimento dos EUA neste momento.

Leia também: “Goiás quer ser principal polo de IA do País”, diz secretário

Durante a era pontocom, centenas de startups chegaram a valer bilhões de dólares antes de falirem, incapazes de gerar receita suficiente para sustentar as expectativas. Powell destacou que o contexto atual é distinto: empresas como a Nvidia estão obtendo lucros recordes, com margens reais e produtos amplamente utilizados.

Nova era

A Nvidia se tornou recentemente a companhia mais valiosa do mundo, superando os US$ 5 trilhões em valor de mercado. Seu sucesso é impulsionado pelos processadores gráficos (GPUs), essenciais para o treinamento e a operação dos modelos de IA que movem plataformas como ChatGPT e Claude.

Apesar da solidez de gigantes como a Nvidia, o ecossistema de IA ainda tem contrastes. Startups como OpenAI e Anthropic continuam queimando caixa em ritmo acelerado para financiar sua expansão global. A OpenAI, segundo estimativas, assinou US$ 1 trilhão em acordos corporativos, mas deve fechar o ano com US$ 13 bilhões em receita. Já a Anthropic, com um ritmo anual de US$ 7 bilhões, anunciou recentemente uma parceria de US$ 50 bilhões com o Google Cloud.

Para o mercado financeiro, as declarações de Powell foram um sinal de confiança no potencial produtivo da IA, ao mesmo tempo em que reconhecem os riscos de sobrevalorização. O Fed tem observado de perto o impacto da tecnologia na produtividade e no emprego, avaliando se o salto de eficiência prometido pela automação se refletirá de fato nos indicadores macroeconômicos.

Com a comparação direta entre o momento atual e a bolha pontocom, Powell buscou diferenciar o entusiasmo por IA da especulação pura que marcou os anos 2000. “Desta vez, há lucros, infraestrutura e aplicações reais”, reforçou, em tom de cauteloso otimismo.

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