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Práticas preventivas de compliance ajudam a evitar fraudes

O levantamento nacional “Relatório de Fraude e Risco – Contrainteligência e Inteligência Cibernética como Proteção no Combate à Fraude 2018”, desenvolvido nos últimos anos com empresas de diversos setores e divulgado pelo Grupo New Space mostra que, mesmo com todas as contramedidas necessárias e melhorias aplicadas, o segmento financeiro foi o mais atingido em 2017, registrando 73% das fraudes, seguido pelo varejo […]

Publicado: 13/05/2026 às 21:42
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3 minutos
Práticas preventivas de compliance ajudam a evitar fraudes
Construção civil — Foto: Reprodução
O levantamento nacional “Relatório de Fraude e Risco – Contrainteligência e Inteligência Cibernética como Proteção no Combate à Fraude 2018”, desenvolvido nos últimos anos com empresas de diversos setores e divulgado pelo Grupo New Space mostra que, mesmo com todas as contramedidas necessárias e melhorias aplicadas, o segmento financeiro foi o mais atingido em 2017, registrando 73% das fraudes, seguido pelo varejo (21%) e o setor aéreo (3%).

Ainda de acordo com pesquisa realizada pela NRF em 2018, o crime organizado foi a maior fonte de perda de faturamento no varejo, atingindo cerca de 36%, seguido por furtos internos, praticados por funcionários ou pessoas com acesso à empresa. A terceira causa são as perdas.

Por estarem mais suscetíveis a práticas fraudulentas, varejistas precisam mudar o dia a dia de suas operações e contatos com terceiros e investir, fortemente, em práticas de compliance para minimizar as consequências para o negócio. É imprescindível ter sempre em mente que, por estarem em negociação constante com diversos fornecedores, que podem estar sim envolvidos em atividades fraudulentas, práticas de checagem podem ajudar na prevenção a fraude.

O processo de prevenção é um conjunto de ações diárias que minimizam os riscos POR MEIO de boas práticas. Neste ínterim, ferramentas tecnológicas realmente podem ajudar. No caso do varejo, com operação de vendas físicas, é importante a checagem de funcionários e fornecedores, metodologias conhecidas como KYE e KYS, que podem ser feitos de diversas maneiras e em diversas fontes, dependendo da necessidade da empresa.

Porém, é aconselhado fazer isso usando ferramentas para automatizar a coleta de dados, pois pode ser algo moroso. No caso de e-commerce, além dessas, também é necessário ter maneiras de reunir informações sobre clientes bem definidos e, de preferência, criptografados para evitar o risco de ataques para roubo desses dados.

Parece, e é complicado, mas o big data e a prática do compliance auxiliam na estruturação de dados de diversas fontes e coletar informações relevantes de forma automatizada, o que acaba ajudando a otimizar atividades e economizar tempo.

Ressalto, portanto, que não existe um único processo definido para avaliar fraudes, mas estabelecer uma técnica de checagem de terceiros robusto é um ótimo começo!

*Por Eduardo Tardelli, CEO da upLexis, empresa de software que desenvolve soluções de busca e estruturação de informações extraídas de grandes volumes de dados (Big Data) extraídos da internet e outras bases de conhecimento

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