Em meio a dúvidas quanto ao início da implementação da portabilidade numérica no Brasil, COMPUTERWORLD teve acesso em primeira mão a uma análise da consultoria IDC sobre o tema. De acordo com o estudo, o êxito na adesão à portabilidade numérica dependerá da agilidade técnica para portar os telefones, fixos ou móveis, e do valor cobrado pelo serviço. […]
Em meio a dúvidas quanto ao início da implementação da portabilidade numérica no Brasil, COMPUTERWORLD teve acesso em primeira mão a uma análise da consultoria IDC sobre o tema. De acordo com o estudo, o êxito na adesão à portabilidade numérica dependerá da agilidade técnica para portar os telefones, fixos ou móveis, e do valor cobrado pelo serviço.
A consultoria analisou países do Leste Europeu, onde a portabilidade foi introduzida há dois anos. Nesses locais, duas barreiras dificultaram a adesão da população: tarifa cobrada e prazo para implementar o serviço.
“Na Polônia, a tarifa era de 37 dólares e depois de dois anos menos de 1% das pessoas tinham portado seus números. Reduziram a tarifa para 15 dólares recentemente”, diz Alex Zago, analista sênior de telecom da IDC.
Em Hong Kong, onde a portabilidade é realidade desde 1995, o processo de portar o número também foi lento no início. E isso retardou a adoção dos consumidores, de acordo com a análise. Nesses países, a alta competição fez com que as operadoras começassem a subsidiar a tarifa de portabilidade como forma de atrair consumidores.
No Brasil, o valor da tarifa ainda não foi definido, mas Ronaldo Sardemberg, presidente da Anatel já declarou que ela ficará abaixo de 10 reais. Apenas a operadora que receber o cliente poderá cobrar a taxa do usuário.
“Também analisamos países que introduziram a portabilidade na década de 90. Neles, o índice de telefones portados é bem maior. Na Espanha, a portabilidade é gratuita e a portabilidade móvel tem índice altíssimo. A Finlândia é um dos países com maior índice de portabilidade e a tarifa é baixa”, revela Zago.
O analista destaca, no entanto, que a Espanha é uma exceção e que na maioria dos países há cobrança de taxa, mesmo que baixa. Para Zago, no Brasil, assim como aconteceu na Grécia, a portabilidade terá mais força na telefonia fixa e nos móveis pós-pagos. No início de agosto, a TIM informou que pretende aproveitar a portabilidade para concorrer com as operadoras fixas.
Ele destaca que a a portabilidade fixa chega num bom momento ao Brasil, pricipalmente para operadoras que entraram no mercado há pouco tempo ou que estão entrando em novas regiões. “Telefônica, Oi e Brasil Telecom vão lançar planos mais interessantes, com minutos, num movimento de defesa”, aposta.