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Prejuízos bilionários: O lado verde da moeda.

Hoje a General Motors anunciou um prejuízo de 39 Bilhões de dólares, alguns meses depois da Ford ter anunciado 12 Bilhões de dólares em perdas devido a baixa procura de seus automóveis. Além disso os sindicatos americanos do setor (Auto Union Workers) estão aceitando acordos trabalhistas cada vez menos favoráveis para no mínimo manter seus […]

Publicado: 12/05/2026 às 13:51
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Prejuízos bilionários: O lado verde da moeda.
Construção civil — Foto: Reprodução

Hoje a General Motors anunciou um prejuízo de 39 Bilhões de dólares, alguns meses depois da Ford ter anunciado 12 Bilhões de dólares em perdas devido a baixa procura de seus automóveis. Além disso os sindicatos americanos do setor (Auto Union Workers) estão aceitando acordos trabalhistas cada vez menos favoráveis para no mínimo manter seus empregos. Não custa lembrar que o custo médio de um funcionário de montadora nos EUA é de 70 dólares por hora, contra 3 dólares por hora de um mexicano ou 1 dólar por hora de um chinês.

Dois fatores são apontados como os mais relevantes para essa crise. O primeiro deles é o custo da mão de obra americano, que em um mundo globalizado se mostra absurdamente distorcido. O outro é a não adesão deles ao Tratado de Kioto. O mundo não quer mais carros que desperdiçam gasolina ou não atendem metas de poluição mais razoáveis. O mercado mundial quer carros econômicos, “verdes” e energeticamente eficientes, algo que os SUVs americanos e seus Sedans V8 estão longe de atingir.

O mais curioso dessa história é que os EUA não assinaram o Tratado de Kioto justamente para preservar sua indústria e seus trabalhadores, que na visão americana “sofreriam graves prejuízos” com a adoção das medidas ecologicamente corretas. Deu no que deu…

Até quando a indústria de informática vai insistir em produtos de alto consumo e baixa eficiência térmica? A situação em datacenters corporativos já é crítica e tende a se agravar em um ambiente onde a energia elétrica, responsável pela alimentação e resfriamento do parque de máquinas, se torna cada vez mais cara.

Não se trata de moda, nem de discurso “eco-chato”: é uma necessidade de mercado, e quem não se adaptar rapidamente sofrerá as conseqüências ao ignorar o bom senso da sociedade consumidora.

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