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Prepare-se para monitorar mais e mais endereços IP

A tecnologia computacional, com chips e processadores, há algum tempo saiu do desktop e dos servidores para se juntar ao mundo real. Objetos como câmeras, sinais, monitores e sensores têm a mobilidade e o poder computacional no DNA. Isso está pavimentando o caminho para um novo grupo de aplicativos locais: aquelas que permitem que médicos […]

Publicado: 28/05/2026 às 00:04
Leitura
4 minutos
Prepare-se para monitorar mais e mais endereços IP
Construção civil — Foto: Reprodução

A
tecnologia computacional, com chips e processadores, há algum tempo saiu do
desktop e dos servidores para se juntar ao mundo real. Objetos como câmeras,
sinais, monitores e sensores têm a mobilidade e o poder computacional no DNA.

Isso está
pavimentando o caminho para um novo grupo de aplicativos locais: aquelas que
permitem que médicos e enfermeiras monitorem os pacientes remotamente, além de
detectar e responder às crises instantaneamente. Companhias de combustível, por
sua vez, podem implantar sensores de temperatura para proporcionar informações
em tempo real enquanto está em produção. E agentes de seguro podem fotografar
danos, obter autorizações em tempo real e acelerar os trâmites da empresa.

Todas
essas aplicações têm duas coisas em comum: primeiro, focam em implementar
tecnológicas para usuários e em ambientes onde não estavam antes. Se as
tecnologias de informação de ontem só aumentavam os conhecimentos de quem
trabalha atrás das mesas, na retaguarda, as de hoje vão para funcionários que
conduzem boa parte do seu trabalho longe de uma mesa. Ou 60% de todos os
trabalhadores, de acordo com estatísticas globais.

Isso não
se refere somente a trabalhadores de campo e técnicos de reparos. Inclui
professores, médicos, enfermeiras, vendedores, policiais, soldados, agentes de
seguro e muitos outros.

Essa nova
tendência também tem a ver com “instrumentação da realidade”, conforme
especialistas. Reunir dados e informações do mundo real por meio de sensores e
redes de monitores é uma característica típica. E com uma meta clara: controlar
a realidade por meio desses mesmos dispositivos e redes

A segunda
coisa que essas aplicações têm em comum? Consumo de volume enorme de banda. Em
parte por conta do número de dispositivos em multiplicação: a AT&T estima
que haverá nove vezes mais dispositivos do tipo entrando no mercado todos os
dias, com capacidades computacionais, do que há hoje. Esse número inclui
smartphones. Como diz o CTO da AT&T, John Donovan, “levou 100 anos para
alcançar o bilionésimo dispositivo de rede no mundo. Será só mais 10 anos para
se chegar ao próximo bilhão. E, no longo prazo, o mundo chegará a produzir e
entregar um bilhão desses dispositivos ao mês”, diz.

Cada
dispositivo desses também consume uma quantidade crescente de banda por
dispositivo. Tecnologias 4G, como LTE, proporciona taxas de até 70 Mbps,
comparado à banda de 0,4 Mbps para tecnologias 3G. O que está alavancando o
consumo de banda? Aplicações como vídeo interativo é o mais claro. Mas os
profissionais de TI responsáveis por esses dispositivos também deveriam estar
pensando em termos de aplicações como virtualização de desktops, uma vez que o
dispositivo móvel ou remoto se torna, em essência, o desktop para quem trabalha
longe de mesas.

Que
passos a TI pode tomar para se preparer para esse movimento? Primeiro,
monitorar o crescimento de dispositivos IP, principalmente os não tradicionais,
como sensors e câmeras. Eles podem estar crescendo mais rápido do que se
imagina.

Segundo,
ter um plano de capacidade de rede e atualizar isso regularmente. Antecipar
requisitos de banda, tanto para dispositivos com fio e sem fio, que deve crescer
brutalmente com o crescimento das aplicações nesses novos equipamentos.

Terceiro,
construir um framework de otimização de entrega de aplicações, prática
conhecida pela sigla ADO (application delivery infraestructure). Soluções ADO
devem colocar em cache, comprimir, acelerar modelar e condicionar tráfego de
rede – o princípio do tradicional otimizador de WAN – ou fazer balanceamento de
cargas de servidores.

A conclusão
para as empresas? Aplicativos remotos estão mais do que presentes. Hora de se
preparar para a proliferação deles.

* Johnson
é presidente e sócio da consultoria Nemertes Research, uma empresa de pesquisas
em tecnologia.

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