ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
inovação

Produzir é preciso, inovar também é preciso

Os investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I) são cada vez mais relevantes num mundo globalizado, dinâmico e competitivo. O tema virou moda e a palavra inovação tem sido usada para agregar valor a produtos e serviços, mas ainda há desconhecimento sobre o assunto. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Economico (OCDE), as […]

Publicado: 19/05/2026 às 12:12
Leitura
3 minutos
inovar
Construção civil — Foto: Reprodução

Os investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I) são cada vez mais relevantes num mundo globalizado, dinâmico e competitivo. O tema virou moda e a palavra inovação tem sido usada para agregar valor a produtos e serviços, mas ainda há desconhecimento sobre o assunto.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Economico (OCDE), as 20 maiores economias do mundo concentram mais de 90% dos gastos em P&D, mas há contrastes evidentes nas porcentagens desses investimentos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) de alguns países: Coreia do Sul (4,2%), Japão (3,2%) Alemanha (3%), Estados Unidos (2,8%), China (2,1%) e Brasil (1,3%).

O Brasil é a 9ª maior economia global e está entre os dez países com mais gastos absolutos em P&D, mas figura em 66º lugar no Índice Global de Inovação 2019, duas posições abaixo do ranking de 2018. O índice explica as dificuldades para o País crescer e evidencia que os recursos não têm surtido o resultado desejado.

Além da verba pública, o capital privado também é determinante em países desenvolvidos. No Japão, cerca de 80% dos recursos investidos em P&D são privados, enquanto nos Estados Unidos, Alemanha e Coreia do Sul a taxa é superior a 70%. O Brasil conta com cerca de 50%.

As dez empresas globais com maiores investimentos em P&D em 2018 apresentam receitas expressivas, elevado valor de mercado (três delas atingiram US$ 1 trilhão) e marcas valiosas (quatro delas dentre as “top 10”).

Ao contrário das empresas da bolha “ponto.com” da década de 90, o ganho atual é real e se traduz em aumento de vendas, participação de mercado, acesso a novos mercados e traz vantagem competitiva relevante a essas empresas.

O compromisso da alta liderança é vital para a inovação, engajando a organização no mesmo objetivo e capturando novas ideias. Soma-se a isso o direcionamento estratégico de questões como: motivações para inovar, alinhamento à estratégia organizacional, priorização dos tipos de inovação e uniformização e disseminação sobre os conceitos de inovação.

Tais questões dependem da definição de uma metodologia de gestão da inovação, com processos de mapeamento, diagnóstico, planejamento, execução e avaliação de resultados estruturados e alinhados à estratégia corporativa.

Nas organizações, transformar a cultura da inovação é um processo complexo, leva tempo para amadurecer e precisa ser bem estruturado de forma a gerar uma mentalidade inovadora em toda a organização. Produtos podem ser copiados, a cultura de inovação não!

Inovar é mandatório para empresas que pretendem ser competitivas. Iniciativas inovadoras impactam diretamente nos avanços econômicos e sociais. Países que direcionam esforços nesse sentido tendem a obter resultados significativos.

É fundamental para o Brasil perceber isso e direcionar recursos para a Ciência, Tecnologia e Inovação visando contribuir para o desenvolvimento econômico e manter sua competitividade no contexto global.

*Por Marco Barcelos, sócio-diretor de Consultoria em Negócios da KPMG no Brasil

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas