Empresa de segurança adere o equipamento para gerenciar o envio e retirada de valores
A automatização dos processos das operações da Prosegur, multinacional especializada em serviços de segurança privada e transporte de valores, com handheld (o escolhido foi o MC70, da Motorola) acabou com os problemas de comunicação entre chefes de equipe – responsáveis pela coordenação dos carros-fortes – e o time operacional interno. Além disto, os PDAs ofereceram mais segurança na rotina de envio e retirada de malotes nos bancos e no comércio de varejo.
Depois de fechar parceira com a Motorola, o projeto, que teve investimento de R$ 2 milhões em 2007 e tem previsão de mais R$ 5 milhões para este ano com a compra dos aparelhos, o desafio foi vender a idéia para a equipe operacional. A partir daí, a companhia passou a tocar a iniciativa por conta própria, com quatro profissionais de TI envolvidos, de acordo com Raúno Lupoli, superintendente de operações da Prosegur. A adaptação foi rápida. “Tanto para a equipe operacional, como para os motoristas dos carros-fortes, bastou um treinamento de cerca de duas horas”, diz Lupoli.
O PDA está integrado ao sistema de cultura operacional (SCO), por meio de um web service baseado em SOA. O desenvolvimento do software para o projeto foi feito com mão-de-obra interna. Para dar mais agilidade e segurança aos dados, a empresa possui uma parceria com a operadora de telefonia TIM. A transmissão de informações desde o banco de dados da Prosegur até os aparelhos da Motorola ocorre via conexão GPRS.
Com a utilização dos aparelhos desde maio do ano passado, a Prosegur pôde observar uma redução nas possibilidades de erros nas operações. Antes, além de se dar de modo mais lento, poderia haver, principalmente, falhas em digitação e até sumiço de malotes. A nova rotina dos serviços da empresa eliminou as confirmações via voz que existiam entre o funcionário interno e aquele que está nas ruas, com o aparelho em mãos. “O processo até a tomada de decisão exigia uma espera de até 15 minutos. Hoje, isto acontece online”, explica Lara.
De acordo com o executivo, o uso do PDA possibilitou também a gestão dos dados relacionados às rotas, ao andamento do serviço e a atrasos. “O sistema tornou a comunicação mais segura e confiável”, afirma José Lara, CIO da empresa. De acordo com Lara, o uso do PDA possibilitou também a gestão dos dados relacionados às rotas, ao andamento do serviço e a atrasos. “A tomada de decisão existia uma espera de 15 minutos. Hoje, isto acontece online.”
Antes dos dispositivos móveis, um dos 2.152 funcionários da tesouraria digitava a folha de rota e passava as informações por telefone, o que obrigava os profissionais externos a ficarem mais tempo fora do carro. No cenário atual, ele identifica qual veículo fará determinada rota e passa as informações para o aparelho do motorista-chefe. Como responsável pelo dispositivo de seu carro-forte, ele tem acesso a informações como código de barras, peso do malote, nome, o que leva, quanto e para onde vai. “Depois de checar todos os dados, o motorista precisa apenas inserir o valor que está sendo retirado ou enviado”, explica o superintendente Lupoli.
Por enquanto, os PDAs foram implantados em cincos Estados do País. A expectativa é de que os equipamentos passem a ser usados em todas as 73 filiais da companhia, totalizando 1,3 mil terminais, o que resultará em 5.822 de funcionários beneficiados. “No momento, temos 300 aparelhos em operação. O objetivo é ter mais 660 até o fim deste ano”, diz Lara. A iniciativa prevê ainda para este ano a implantação deste modelo de operação na sede espanhola da Prosegur.