Pesquisa aponta que 90% querem VoIP com WiMax enquanto 64% projetam tecnologia para serviços de mobilidade em 2012
Quase dois terços dos provedores de serviços ouvidos para um levantamento da Infonetics Research planejam usar WiMax para serviços de mobilidade até 2012. O estudo mostra que mais de 90% prevê chamadas VoIP também em redes com a tecnologia. Isso revela que o WiMax tem “um rico ambiente de serviços” no curto prazo, ainda que existam alguns pontos-chave para serem tratados, avalia Richard Webb, analista da empresa de pesquisa.
Uma das preocupações, em particular, é o número limitado de dispositivos móveis que suportam WiMax e a dificuldade de produzir modelos de preço onde o ARPU (receita por usuário) seja baixo, como em países em desenvolvimento, aponta Webb. “A indústria de WiMax precisa lutar contra o relógio para vencer esses desafios se quiser ser a tecnologia de banda larga padrão no longo prazo.”
A Clearwire – operadora norte-americana que aposta no WiMax como a quarta geração de banda larga móvel – afirmou na quarta-feira (04/08) que testaria a tecnologia Long Term Evolution (LTE) sozinha e em “múltiplos cenários coexistente” com WiMax.
Outro achado do levantamento “WiMax Services Strategis: Global Service Provider Survey”, da Infonetics, é que as prestadoras de serviço planejam diversificar o escopo de produtos ofertados via WiMax até 2012. Em diversas regiões no mundo, há uma demanda contínua por acesso à banda larga via solução “wireless DSL”, diz a Infonetics. Nos Estados Unidos e em outros mercados maduros também ainda existem áreas pouco servidas, o que cria uma oportunidade para a tecnologia WiMax, diz o estudo.
Até 2012, mobilidade completa será oferecida por pelo menos 64% dos provedores participantes da pesquisa, contra 24% em 2010. Eles aproveitarão o crescimento contínuo na quantidade de smartphones disponível no mercado. Modens USB ainda continuarão sendo objeto de escolha constante no início.
A disponibilidade de aparelhos móveis que suportam WiMax continua sendo a principal dificuldade apontada pelos participantes. Eles terão ainda que superar problemas com marketing e posicionamento da tecnologia, assim como canais de distribuição, disponibilidade de serviços corporativos e definição de modelo de preço para mercados emergentes, aponta a Infonetics.