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Quais são as 10 razões que levam SOA ao fracasso?

Saiba os motivos, na opinião de Mike Kavis, da CIO, EUA, que levam a arquitetura orientada a serviços ao fracasso retumbante.

Publicado: 29/04/2026 às 01:27
Leitura
8 minutos
Quais são as 10 razões que levam SOA ao fracasso?
Construção civil — Foto: Reprodução

Diversos artigos apontam
que um grande número de iniciativas SOA fracassa. No início de julho, na
conferência anual Catalyst promovida pelo Burton Group, a vice-presidente e
diretora de pesquisa da companhia, Anne Thomas Manes, disse que a maioria dos
fracassos de SOA é mais uma questão cultural e de pessoas do que de tecnologia.

Concordo. Mas por
que, exatamente, as pessoas fazem SOA fracassar? Há muitas razões para isso.

> Tudo o que você precisa saber sobre SOA

1. Valor de SOA
para o negócio não é explicado

Um dos erros mais
comuns dos profissionais de TI é abordar SOA apenas como tecnologia. Eles gastam
muito tempo com arquitetura, governança e avaliações de fornecedores (o que é
bom), mas se esquecem que SOA precisa resolver problemas do negócio.

Recomendação: Comece com problemas de negócio reais. É por
isso que a aplicação “killer” para SOA é gerenciamento de processos de negócio
(business process management – BPM). Aprimorando e automatizando processos de
negócio, BPM resolve vários problemas do negócio. Provê visibilidade da
performance operacional, aumenta a agilidade ao permitir que as empresas mudem
seus processos dinamicamente sem envolvimento de TI, elimina desperdícios – e,
conseqüentemente, reduz custos – e muito mais.

Cesar Taurion, colunista do COMPUTERWORLD, alerta para os problemas de apostar em modismo em vez de conceitos.

2. Subestimam a resistência
contra as mudanças

A resistência contra as
mudanças pode matar um projeto. Como SOA produz mudanças gigantescas em uma organização,
o resultado é óbvio. As pessoas precisam entender o que têm a ganhar e por que
a mudança é boa para elas e para a empresa. Cada nível tem preocupações que
precisam ser abordadas e resolvidas individualmente.

Recomendação: Elabore um plano de gerenciamento de mudança
organizacional (organizational change management — OCM). Eu iria um pouco além
e contrataria um especialista em OCM externo para ajudar a equipe de liderança
da iniciativa SOA a lidar com a mudança.

3. Não possuem patrocínio
executivo

Sem um forte
patrocínio executivo, é altamente improvável que uma iniciativa SOA aconteça.
SOA é uma grande empreitada que abrange múltiplos departamentos e sistemas.
Você precisa de um executivo forte, com poder e tempo para manter a iniciativa
em andamento e superar obstáculos ao longo do caminho.

Recomendação: Se a implementação SOA está alinhada com os
principais motores do negócio, o patrocinador executivo deve ser um
profissional de alto nível da área de negócio que se beneficia substancialmente
da implementação. O negócio deve nortear o road map de SOA.

4. Tentam
implementar ‘mini SOA’

SOA não é algo que
você compra, é algo que você faz. Algumas empresas tentam fazer SOA com orçamento
limitados, sem o middleware, governança, treinamento, consultoria,
infra-estrutura e segurança.

Gerenciar SOA em um
ambiente de produção é desafiador por causa de sua natureza distribuída e
frouxamente acoplada. Economizar em ferramentas de gerenciamento do ciclo de
vida ou em resolução de problemas não é boa idéia, assim como eliminar
consultores.

Recomendação: Trace um mapa com os benefícios de longo prazo
que SOA proporcionará à empresa. Mostre o retorno sobre o investimento. Se você
elaborar um caso de negócio suficientemente bom, haverá dinheiro bastante para
financiar a iniciativa. Além disso, estão disponíveis ótimos produtos open
source que reduzem enormemente os custos gerais de uma implementação SOA.

5. Não têm as
pessoas necessárias para SOA

Você precisa de
arquitetos de SOA, modeladores de processos de negócio, administradores das
ferramentas, arquitetos de dados e muitas outras habilidades. Estas funções não
são baratas. Tentar implementar SOA sem qualquer experiência em SOA é um grande
erro. O negócio precisa de treinamento em melhoria de processos e,
possivelmente, até nas próprias ferramentas BPM.

Recomendação: Elabore um plano abrangente para treinamento
e inclua a previsão no orçamento inicial. Tente reduzir o número de vezes que
você precisa pedir dinheiro e obtenha o máximo que puder no início. Do
contrário, a gerência pode ver a iniciativa SOA como um ralo interminável de
capital.


6. Fraca gerência
de projetos

No fim das contas,
tudo ainda se resume à capacidade da empresa de gerenciar projetos. Os gerentes
de projeto têm que gerenciar o escopo, mitigar riscos, manter as pessoas dentro
do cronograma planejado e prover a comunicação apropriada em todos os níveis. Se
sua organização luta para viabilizar projetos normais, suas chances de êxito
com SOA serão duas vezes desafiadoras.

Recomendação: Coloque seus melhores recursos de
gerenciamento neste projeto. Ou saia e arranje um ou dois especialistas. Esta
pessoa precisa ser técnica o suficiente para entender SOA em um nível
conceitual.

7. Pensam em SOA
como um projeto

Muitas empresas ingênuas
acham que SOA é apenas um projeto. SOA é uma arquitetura de software e só
alcança os benefícios quando a empresa adere aos fundamentos da orientação a
serviço. SOA exige especialização. Um serviço de negócio é resultado dos
esforços de um arquiteto SOA, um desenvolvedor, um arquiteto de dados e um
especialista em
segurança. Foi-se o tempo em que uma pessoa fazia tudo
sozinha.

Recomendação: A estrutura padrão de equipe de TI não é
eficaz para SOA. Pense de uma maneira não convencional. Derrube os cubículos e
crie um espaço aberto para possibilitar que estes especialistas trabalhem bem
próximos. Também ajudar ter pessoal de negócio e testadores neste mesmo local. Elimine
ao máximo as reuniões e escolha técnicas mais colaborativas.

8. Subestimam a
complexidade de SOA.

Conceitualmente, SOA
é apenas a próxima evolução da TI. Não é um conceito difícil de entender, mas
difícil de implementar. A beleza de SOA e de BPM está na simplicidade que
proporcionam para os usuários finais ao integrar diversos sistemas back end de
forma a aparecerem para estes usuários como um aplicativo composto. O lado negativo
é aumentar muito a complexidade de criar e gerenciar software. Muitos
desenvolvedores terão que se esforçar bastante para fazer a transição. SOA
demanda aderência a padrões e melhores práticas (governança) e segurança.

Recomendação: Não importa quão conservador você seja,
prepare-se para enfrentar vários obstáculos técnicos. Implemente na hora
oportuna, pensando nos problemas de integração causados por código ou pelas
próprias ferramentas. Os produtos dos fornecedores estão muito longe de serem
amadurecidos e haverá problemas. Estabeleça expectativas realistas e não tente
fazer coisas demais cedo demais. Comece pequeno, forneça valor com freqüência e
capitalize isso.

9. Não conseguem aderir
a governança SOA

Governança é um
palavrão para muita gente. Chame de gerenciamento SOA e talvez as pessoas não
tremam tanto.

De todo modo, para
obter os benefícios de SOA (reutilização, flexibilidade, agilidade), a equipe
precisa aderir às diretrizes arquiteturais que a empresa adota. É o que se
chama governança “design time”. Sem ela, provavelmente você terá apenas um
punhado de Web services. Em algum momento, o esforço de desenvolvimento passará
de criar serviços para consumir serviços.

Há também a
governança “run time”. Você gerencia pró-ativamente a “saúde” do seu ambiente
de produção SOA e a governança run time permite ver quais serviços estão sendo
consumidos, aplicar políticas e SLAs, diagnosticar, analisar a performance e
gerenciar todos os ativos.

Recomendação: Trate a governança como parte integral de SOA.
Deve haver uma equipe dedicada com seu próprio road map e visão de longo prazo.
Governança é uma jornada, levará vários anos para atingir um alto nível de
maturidade. À medida que a governança amadurece, o mesmo acontece com a
implementação SOA. Invista em ferramentas de gerenciamento de serviços,
registro e repositório.

10. Deixam os
fornecedores direcionar a arquitetura

Apoiar-se demais em
um fornecedor pode ser desastroso. A meta dos fornecedores é vender-lhe o
máximo de produtos possível. Mas você tem a meta de implementar SOA com êxito e
fornecer à sua empresa o máximo de benefícios com o mínimo de custo. Percebe o
conflito de interesses?

Recomendação: Descubra o que você precisa antes de
conversar com os fornecedores. Adote um processo muito abrangente de avaliação
do fornecedor. Quando você reduzir a poucos fornecedores, faça-os vir até o
local para realizar uma prova de conceito de acordo com requisitos que você
fornece. Veja-os pessoalmente em execução. Assim os fornecedores não podem mais se
esconder atrás de belos slides do PowerPoint. Isso impede que você cometa erros
colossais.

Faça seu dever de casa. Leia blogs de profissionais, converse com
empresas de consultoria que utilizam as ferramentas, com outras empresas que
implementaram SOA e com referências fornecidas pelos fabricantes. Não siga
atalhos. Você terá que conviver que as decisões que tomar.

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