Evolução do padrão permitirá que operadoras façam investimentos incrementais em suas redes, sem necessidade de migrar para o LTE
A evolução da 3G deve fazer dela a tecnologia das operadoras móveis pelo menos até 2015, segundo o presidente da Qualcomm no Brasil, Marco Aurélio Rodrigues. “As redes de terceira geração no Brasil ainda têm muito o que crescer e melhorar”, comentou nesta quarta-feira (29/10), durante a Futurecom.
Nas evoluções do padrão High Speed Packet Access (HSPA) – até o momento previstas até a nove, por volta de 2010 – as velocidades de download e upload devem chegar a 84 e 23 Mbps, respectivamente, contra 14,4 Mbps para download e 5,7 Mbps para upload da versão atual, a seis. “As operadoras precisam de uma solução de curto prazo, que independa dos governos”, comentou ele, referindo-se à necessidade de leilão da faixa de 2,6 GHz, necessária para a implantação do Long Term Evolution (LTE).
Paulo Breviglieri, diretor de negócios da Qualcomm para Brasil e América Latina, acrescenta ainda que o investimento em LTE não é incremental como o do HSPA, sendo necessários investimentos em estrutura de transmissão. “LTE é como começar do zero”, alegou, quando questionado sobre a pesquisa divulgada pela Nokia Siemens que prevê a necessidade da nova tecnologia no Brasil em 2011.
Para Rodrigues, os mercados de troca de celulares (que chega a 30 milhões de unidades por ano no Brasil), e a previsão de vendas de 15 milhões de computadores para 2009 (oito milhões de laptops e sete milhões de desktops) serão os impulsionadores do mercado de 3G. “O reflexo da crise ainda tem que ser medido, mas eu ainda acredito na venda de dezenas de milhares de computadores”, afirmou.
Apesar de discordar da Nokia Siemens no que diz respeito ao prazo de chegada do LTE no Brasil, o executivo ressalta que o governo não deve atrasar a destinação da banda de 2,6 GHz para novos serviços. “A 3G começou a ser discutida em 2000 para entrar em operação agora”, exemplificou.