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Quarentena impulsiona adaptações no e-commerce e logística

Enquanto setores como turismo e entretenimento físico passam por um momento de retração de custos por conta da política de distanciamento social, outros setores vivem uma situação bastante oposta. Entre eles o mercado de comércio eletrônico, que desde a metade de março apresenta um uso expressivo     De acordo com a Associação Brasileira de […]

Publicado: 06/05/2026 às 17:20
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4 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Enquanto setores como turismo e entretenimento físico passam por um momento de retração de custos por conta da política de distanciamento social, outros setores vivem uma situação bastante oposta. Entre eles o mercado de comércio eletrônico, que desde a metade de março apresenta um uso expressivo    

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas online apresentaram um aumento de 180% em transações até o final de abril. Esse aumento também foi representado no último relatório divulgado pela Compre&Confie, que compreende os meses de janeiro a março: o faturamento do setor atingiu R$ 20,4 bilhões, representando uma alta de 26,7% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Um aumento significativo nas compras acarreta, por consequência, em uma adaptação das empresas do setor para realizar a entrada no prazo combinado ou até mesmo antes – tanto para as varejistas que possuem estrutura própria como por companhias que atuam como parceiras dentro desse ramo. 

A Via Varejo, que que comanda a operação das Casas Bahia e Pontofrio, além do e-commerce Extra.com.br, redirecionou seu quadro de funcionários para dar suporte ao crescimento do número de pedidos recebidos via internet. “Não fizemos contratações, apenas a movimentação das pessoas de operações do DAT / abastecimento das lojas para a operação do online”, explica Fernando Gasparini, Diretor Executivo de Logística do grupo. 

Gasparini também explica que a companhia aumentou o número de mini hubs em 50%, buscando diluir as entregas através das lojas da rede de forma a reduzir o frete e otimizar o prazo de entrega. E pretendemos dobrar [a quantidade de mini hubs] em mais 30 dias”, afirmou em via e-mail. 

A estratégia da utilização de lojas físicas como pequenos centros de distribuição é uma tendência utilizada por outras companhias do ramo (como Magazine Luiza) e é uma estratégia na qual a Via Varejo vem apostando de forma consistente. No final de abril, a companhia anunciou a compra da logtech ASAPlog exatamente para reforçar essa operação. 

Mudanças e oportunidades 

Atuando dentro do mercado de logística, mas com um olhar mais geral, a startup Loggi é outro exemplo de empresa que precisou se adaptar à demanda criada pela quarentena.  

De acordo com a companhia, ela opera atualmente com uma rede de 40 mil entregadores parceiros, além de vans, caminhões e outros meios de transporte, atendendo a mais de 150 municípios e com média de 100 mil entregas diárias. 

Segundo a startup, o aumento da demanda de entregas e-commerce entre fevereiro e março chegou a 70%, enquanto o segmento de farmácias subiu 38%. Em contrapartida, outras categorias como entregas de documentos e de cartões e máquinas de pagamentos caíram 13% e 22%, respectivamente. 

A crise também permitiu à empresa estabelecer parcerias com foco no mercado de micro e pequenas empresas (PMEs). Em abril, a companhia fechou um acordo com a operadora de cartões Cielo no qual as PMEs cadastradas na solução Super Link podem utilizar o serviço para entregar o produto comprado pelo usuário. 

Proteção contra o Covid-19 

Ambas as companhias adotaram medidas para proteger os colaboradores contra a exposição do vírus.  Na Via Varejo, é realizada uma medição de temperatura dos funcionários no início do expediente e o terceiro turno de trabalho foi suspenso de forma provisória para reduzir a circulação de pessoas no espaço, que também consta com álcool gel. 

A Loggi também mede a temperatura de todas as pessoas que acessam as agências e o Centro de Expedição da startup. Para os motoqueiros que intermediam as entregas, a marca informou que realizou a distribuição de kits com álcool gel e luvas, além de disponibilizar no aplicativo para entregadores uma série de vídeos educativos sobre o protocolo de segurança que cada entregador deve adotar para minimizar os riscos de infecção.  

“A empresa trabalha com flexibilidade para atender as necessidades do mercado neste cenário e continua investindo para manter a sua operação funcionando com ainda mais segurança. Seu foco tem sido o cuidado de todos os envolvidos em sua cadeia logística, com a adequação de protocolos, distribuição de equipamentos de segurança para os funcionários e a orientação e distribuição de kits de prevenção para entregadores”, informou a empresa em comunicado enviado por email. 

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