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Quase 30% dos brasileiros sofrem de ‘ecoansiedade’, aponta estudo

O anseio por medidas que salvem o planeta gera sintomas na sociedade: é a chamada “ecoansiedade”. É um sentimento “ligado a todos estes problemas ambientais que estamos passando, inclusive a própria pandemia”, explica Marcus Nakagawa, professor da ESPM e especialista em sustentabilidade. Uma pesquisa conduzida pelo MindMiners, sob coordenação de Nakagawa, aponta que 29% brasileiros […]

Publicado: 12/04/2026 às 03:54
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3 minutos
ecoansiedade
Construção civil — Foto: Reprodução

O anseio por medidas que salvem o planeta gera sintomas na sociedade: é a chamada “ecoansiedade”. É um sentimento “ligado a todos estes problemas ambientais que estamos passando, inclusive a própria pandemia”, explica Marcus Nakagawa, professor da ESPM e especialista em sustentabilidade.

Uma pesquisa conduzida pelo MindMiners, sob coordenação de Nakagawa, aponta que 29% brasileiros sofrem de ecoansiedade, 17% consideram-se estressados, 15% tranquilos e apenas 10% estão felizes. O estudo entrevistou quase mil pessoas, acima dos 18 anos, das classes A, B e C, de todas as regiões do Brasil, entre 23 e 28 de junho.

Quando o assunto é desmatamento, o estudo mostra que 44% dos participantes se sentem revoltados, 39% se sentem tristes e apenas 8% indiferentes. Quanto ao aquecimento global, 46% se sentem revoltados, 26% tristes e 15% indiferentes. Sobre aos maus tratos, 60% dos entrevistados se sentem revoltados, 33% tristes e 5% indiferentes.

Leia mais: ESG no topo: os desafios práticos da responsabilidade corporativa

Segundo o professor, as pessoas se sentiram acuadas por todos esses pontos e também fragilizadas por não poderem tomar atitudes que queriam, por não conseguirem resolver problemas que estavam além de suas forças, repercutindo na “ecoansiedade”.  Além disso, ele avalia que a pandemia da Covid-19 fragilizou ainda mais os brasileiros, abrindo espaço para repensar o antigo modo como a sociedade de consumo tem vivido até agora e refletir sobre si, o seu entorno, a natureza, e a relação que vem mantendo com o meio ambiente.

“Tudo isso desencadeou a ecoansiedade, fruto da conscientização de que é preciso se responsabilizar pelo que acontece com o planeta e cuidar dele como indivíduo e como sociedade”, afirmou o professor.

Atitudes responsáveis

A boa notícia é que a conscientização também se reflete em atitudes mais responsáveis: 65% dos respondentes afirmam que adotaram uma ou mais atitudes para reduzir o impacto no meio ambiente, enquanto 29% não adotaram, mas gostariam e 6% não querem. As mulheres são as mais conscientes. O mapeamento revela que 71% adotam medidas para reduzir impacto ao meio ambiente, contra 58% dos homens.

Em relação a quais atitudes são adotadas para reduzir o impacto no meio ambiente, 72% disseram que fazem reciclagem, 66% diminuíram o consumo de água e energia elétrica, 50% reduziram o consumo de materiais difíceis de serem reciclados e 48% usam produtos mais ecológicos. Já 45% reduziram o consumo, 44% leem rótulos de embalagens, 35% reduziram o consumo de carne, 29% reduziram o consumo de produtos derivados de animais e 26% passaram a comprar apenas produtos cruelty free.

Questionados sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis da ONU (ODS), apenas 31% dos respondentes dizem conhecê-los. A classe A (45%) é a que mais tem conhecimento, seguido pela geração Z (37%), boomers (34%), classe B (31%) e classe C (26%).

Quanto às preocupações relacionadas ao meio ambiente, 78% temem pela destruição ambiental irreversível, (68%) pela falta de alimento, (67%), pela falta de dinheiro e desemprego (67%), problemas de saúde (67%) e crise política (50%).

ESG em pauta nas empresas

O levantamento também traz a percepção dos brasileiros em relação às iniciativas de sustentabilidade ambiental, social e de governança (ou ESG, acrônimo do inglês environmental, social and corporate governance) adotadas pelas empresas. Cerca de 14% dos entrevistados concordam totalmente que as organizações estão se aproveitando dessa temática para “se promover”, 36% concordam, outros 36% são neutros, 11% discordam e 3% discordam totalmente.

Os dados mostram ainda que 10% dos participantes concordam totalmente que as empresas com pautas ESG estão realmente procurando mudar a relação com o ecossistema, 40%, concordam 37% são neutros, 10% discordam e 3% discordam totalmente.

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