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QuintoAndar aposta no B2B para crescer na América Latina

Avaliada em US$ 5,1 bilhões, a QuintoAndar parece não se preocupar em ser vista como startup. Não se trata só de valor, mas de posicionamento. “A gente sempre se chamou de empresa de tecnologia”, garante o CTO e cofundador da empresa, André Penha, em entrevista ao IT Forum. “Mas se ser uma startup significa que […]

Publicado: 21/03/2026 às 10:25
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André Penha, QuintoAndar
Construção civil — Foto: Reprodução

Avaliada em US$ 5,1 bilhões, a QuintoAndar parece não se preocupar em ser vista como startup. Não se trata só de valor, mas de posicionamento. “A gente sempre se chamou de empresa de tecnologia”, garante o CTO e cofundador da empresa, André Penha, em entrevista ao IT Forum. “Mas se ser uma startup significa que saímos correndo para trazer produtos e ofertas [ao mercado], então a gente é.”

Produtos e serviços novos significam que a empresa, que nasceu em 2012 com a missão primária de facilitar o processo de locação de imóveis para o consumidor final, se mostra disposta a ir além do escopo de uma imobiliária digital. E isso é um dos fatores que impulsiona a renovação de marca que a empresa começa a divulgar essa semana, e que incluem uma campanha massiva de marketing em TV aberta.

Atualmente a empresa tem R$ 81 bilhões em ativos de aluguel sob gestão, ou 150 mil contratos.

Segundo Penha, o grande objetivo é mostrar que a QuintoAndar não é mais apenas uma empresa que efetua transações, ou seja, aluguéis, compras e vendas de imóveis, mas também ser capaz de oferecer serviços pós-assinatura – no caso, de um contrato. Por isso a empresa investiu em 2021 na compra de empresas como a Atta (de crédito imobiliário) e a Velo (garantia locatícia).

“A gente vai montando serviços que tem a ver não só com transacionar, mas com morar em algum lugar”, explica o CTO.

Leia também: CI&T adquire empresa de produtos digitais Somo para crescer na Europa

E aí entra o segmento de imobiliárias. A compra da Casa Mineira (março de 2021) e da Navent (em dezembro) ofereceu o conhecimento e as bases (respectivamente) para que a empresa cresça na América Latina enquanto provedor de tecnologia. Afinal, a Navent é dona de marcas como Zonaprop, na Argentina, Imovelweb e Wimoveis no Brasil e Inmuebles24 no México, com presença também no Equador, no Panamá e no Peru.

“A gente gostaria de distribuir nossa tecnologia para que imobiliárias atendam seus clientes e acelerem transações. A Navent faz parte dessa estratégia”, explica Penha. “Isso nos ajuda muito na entrada em novos mercados. A Nave tem tração grande no México, eles são líderes lá. Vai ser um parceiro importante principalmente na relação com imobiliárias locais.”

Segundo o executivo, a entrada no México será crucial para fornecer um “guia” a ser replicado em outros mercados – ainda que o Brasil seja o maior da América Latina. “O México é um mercado interessante. Está na hora de mexer no mercado de imóveis mexicano como [a empresa mexeu] aqui”, ressalta.

Para Penha, as aquisições recentes permitiram compor um portfólio interessante para as imobiliárias na medida em que elas podem acessar um público maior usando a tecnologia do QuintoAndar e, ao mesmo tempo, aumentar a liquidez e permitir acesso a outros produtos. Há um time específico dentro da empresa, formado em 2021 e com mais de 100 pessoas, para atender imobiliárias.

Pessoas e expectativas

O crescimento da QuintoAndar e a nova marca também refletem, segundo André Penha, investimentos “na ordem de muitos milhões de dólares” em tecnologia e em pessoas. Parte do dinheiro recebido pela empresa em aportes milionários – o último deles de US$ 420 milhões, no segundo semestre de 2021 – foi empregado em dados e automação.

“Nosso investimento em tecnologia para o ‘pós-assinatura’ e depois em produtos que não necessariamente tem a ver com aluguel ou venda aumentou muito. Incluindo na SíndicoNet [adquirida em novembro de 2020], que fala com condomínios e síndicos. Estamos olhando de perto como fazer para deixar o condomínio mais online e eficiente. Possivelmente vamos lançar produtos nessa área também”, adianta.

O time de tecnologia, em 2021, aumentou de cerca de 300 para 650 pessoas – com perspectiva de mais contratações a curto prazo. “Gente que vai olhar para produtos diversos, inclusive transações, mas também ‘pós-contrato’, condomínio, expansão internacional”, reitera o CTO, lembrando o anúncio recente de um escritório em Portugal – que deve ser lançado em março próximo – para contratar pessoas “de outros sabores”, ou seja, que agreguem diversidade ao time da empresa.

“A pandemia ensinou a trabalhar de casa. Agora podemos contratar pessoas em qualquer lugar do Brasil, e isso melhorou bem como encontramos talentos que não necessariamente querem morar em São Paulo”, diz. “Vamos continuar expandindo, contratando gente. É o desafio a que mais dedico energia hoje.”

A expectativa para esse ano, diz Penha, é o forte investimento de marca torne a empresa mais vista no Brasil e nos novos mercados, além de fortalecer a relação com o consumidor. “2022 é um ano que a gente vai multiplicar de tamanho. E as metas são bem agressivas aqui dentro. Estou feliz com isso, mas ao mesmo tempo com um tiquinho de preocupação”, diz. “É muita coisa para fazer e preciso trazer as pessoas que vão fazer isso acontecer.”

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