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Reconstrução total

Depois de uma temporada agressiva de aquisições, com a incorporação de cerca de dezoito empresas, a Cyrela resolveu modernizar sua área de TI, investindo na troca dos sistemas de ERP, CRM e Business Intelligence e num piloto de Comunicações Unificadas. “Tínhamos muitos sistemas desenvolvidos internamente e, por mais que fossem bem feitos, chegamos a um […]

Publicado: 26/04/2026 às 11:56
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Construção civil — Foto: Reprodução

Depois de uma temporada agressiva de aquisições, com a incorporação de cerca de dezoito empresas, a Cyrela resolveu modernizar sua área de TI, investindo na troca dos sistemas de ERP, CRM e Business Intelligence e num piloto de Comunicações Unificadas. “Tínhamos muitos sistemas desenvolvidos internamente e, por mais que fossem bem feitos, chegamos a um ponto em que não era possível avançar em integração”, diz Germán Quiroga, CIO da Cyrela.

Para iniciar o processo de reformulação, Quiroga chamou a IBM para mapear toda a área de TI, de infra-estrutura a sistemas. A partir daí, foi feito o desenho do que deveria ser mudado e de que forma essas alterações deveriam ser realizadas.  No processo de seleção de fornecedores, a empresa optou pelo ERP da SAP, pelo CRM Dynamics da Microsoft e pelo sistema de Business Intelligence da Cognos, que foi o primeiro a ser implantado. “Decidimos priorizar os processos comerciais, por isso colocamos nossos esforços no BI”, diz Quiroga. Acompanhe, a seguir, alguns dos principais pontos de toda a revolução orquestrada pelo executivo na TI da Cyrela:

B.I. – A implantação do sistema da Cognos começou em meados de 2006. A área comercial e a divisão que cuida de terrenos foram as primeiras a ganhar esse recurso. “Terreno é o principal insumo do nosso negócio. Com o uso da ferramenta, conseguimos, de cara, benefício para a operação. Antes, participávamos de qualquer leilão, mesmo às escuras. Hoje, com o mapeamento das demandas de clientes em diferentes regiões, conseguimos ir às compras de forma estratégica”, diz Quiroga. A área de joint venture foi outro segmento que se beneficiou rapidamente com a adoção da tecnologia. A empresa começou a usar a ferramenta para fazer projeções sobre a concorrência e assim identificar possíveis empresas a serem adquiridas.

CRM – O setor de atendimento a clientes da Cyrela passou a contar com a ferramenta de CRM no segundo semestre de 2007. A partir de então, a equipe de corretores ganhou visão única de clientes e, dessa forma, conseguiu agilizar processos de formulação de propostas e de vendas. “Um dos grandes benefícios da ferramenta da Microsoft foi possibilitar uma interface muito parecida com a do Outlook com a qual toda a equipe já estava familiarizada. Isso dispensou treinamento e eliminou o risco de resistência ao uso da tecnologia”, diz Quiroga. Atualmente, a equipe de integradores da IBM trabalha na instalação do sistema na área comercial da empresa. Marketing será o próximo departamento a receber o recurso de CRM.

ERP – Paralelamente às implantações de BI e CRM, a empresa realizou o mapeamento e o planejamento para começar a mexer na alma corporativa da companhia: o sistema de ERP. A Cyrela já usava o programa Mosaico, produto desenvolvido especialmente para construção civil e incorporação. “O perfil das empresas incorporadas e o tamanho da Cyrela mudou muito. Por isso, procuramos um produto com mais aderência às várias frentes nas quais passamos a atuar”, diz Quiroga. “Além disso, a adoção de um ERP mais robusto está diretamente ligada à necessidade de transparência para todas as operações, o que hoje é uma prioridade para nossos investidores”. Entre junho e setembro de 2007, a Cyrela e a IBM trabalharam na avaliação e no redesenho dos processos de cada área de negócios e no treinamento das equipes. A empresa optou por primeiramente fazer a migração do ERP para SAP na operação central da Cyrela e depois iniciar a instalação nas 18 empresas do grupo. A previsão para colocar a primeira onda do ERP para funcionar, com dez módulos em operação, é outubro de 2008. Nesse prazo devem ser contempladas a Cyrela e outras 16 companhias do conglomerado. “Ficarão de fora apenas duas empresas que, por questões estratégicas, serão integradas depois da virada do ano”, diz Quiroga.

Comunicações Unificadas – Na esteira de todas as mudanças tecnológicas promovidas nos principais sistemas corporativos, Quiroga aproveitou a mudança física da matriz para testar o piloto de uma rede de comunicações unificadas. “A ampliação da malha de links pra voz e imagens do novo prédio da Cyrela nos possibilitou analisar, na prática, a tecnologia”, afirma Quiroga. A empresa optou pela solução híbrida de PABX IP da Siemens, a HiPath 4000, e software da Microsoft na ponta. Com esse modelo, o Outlook foi integrado a recursos de telefonia IP, e-mail, chat via Messenger e telefonia celular, com o modelo de aparelho E61 da Nokia – que é compatível com a solução. “O resultado foi positivo em todos os sentidos. No quesito economia, conseguimos eliminar parte significativa da conta telefônica, porque passamos a usar os telefones da central e do novo prédio como ramais”, diz Quiroga. O executivo afirma que tecnicamente a solução mostrou seus benefícios e deve ser estendida para toda a corporação. “Só precisamos tornar viável o modelo de negócio da solução, que hoje consiste no pagamento de licenças por número de usuários”, diz Quiroga. Outro ponto que o executivo diz que tem de acertar é o fato de os aparelhos Blackberry usados na corporação ainda não terem compatibilidade com o padrão SIP para comunicações unificadas. “Isso é um problema, pois compromete um dos maiores benefícios da solução, que é poder carregar o ramal da companhia pelo celular”, diz ele.
 
A Cyrela não abre dados financeiros sobre os investimentos feitos em todas essas migrações. Mas Germán Quiroga afirma que conseguiram trabalhar no regime de leasing com os fornecedores e, no caso do ERP, o prazo estimado de retorno foi de 1,6 ano. “Nosso orçamento anual de TI é enxuto. Fica em torno de 2% do faturamento da companhia, enquanto a média de mercado é de 4%. Ainda assim, conseguimos realizar todas essas mudanças sem estourar o orçamento. Prova de que fizemos bons acordos”, diz ele.

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