A principal habilidade para quem lidera tecnologia hoje não é técnica, mas humana. É o que defende Renata Barcelos, consultora e professora que participou, neste domingo (16), da abertura do curso Escola de CIOs, promovido pelo Itaqui. “Eu coloco a comunicação como chave dessa evolução”, explicou, em conversa com o IT Forum, sobre a transformação […]
A principal habilidade para quem lidera tecnologia hoje não é técnica, mas humana. É o que defende Renata Barcelos, consultora e professora que participou, neste domingo (16), da abertura do curso Escola de CIOs, promovido pelo Itaqui. “Eu coloco a comunicação como chave dessa evolução”, explicou, em conversa com o IT Forum, sobre a transformação no papel dos líderes de tecnologia.
Para ela, CIOs e gestores de TI precisam assumir a função de tradutores dentro das organizações, conectando tecnologia, processos e estratégia em um ambiente no qual a complexidade só cresce. De acordo com Renata, à medida que empresas se digitalizam, a clareza na comunicação torna-se um diferencial competitivo. “A comunicação é sempre imperfeita e tem que ser muito bem cuidada”, indicou.
Em sua visão, esse é, inclusive, um dos fatores que separa os profissionais de tecnologia que chegam ao C-level daqueles que permanecem em funções estritamente operacionais. Isso implica também na construção de parcerias internas, na influência sobre decisões de negócio e na contribuição para que toda a liderança executiva compreenda como a tecnologia sustenta e acelera resultados. “O papel do CIO na estratégia vai além da parte de tecnologia”, disse.
Durante sua fala, a consultora também abordou o que considera um “obstáculo estrutural” para o avanço dessa cultura dentro das organizações: o descompasso entre a evolução tecnológica e o modelo mental predominante na gestão. “Existe o modelo mental da era industrial. Ele é um modelo que boa parte das pessoas adota”, afirmou.
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Em oposição a esse pensamento fixo está a ambidestria estratégica, ou a capacidade de equilibrar inovação com eficiência operacional. As empresas, pontuou, precisam aprender a “cuidar da inovação e da estratégia de longo prazo”, mas também da “vaca leiteira”, mantendo a competitividade atual sem perder de vista o futuro.
Nesse cenário, cabe aos CIOs liderar uma mudança cultural – não apenas em seus times, mas também entre seus pares. E, lembra Renata, profissionais de TI já partem com uma vantagem natural nesse processo. “O gestor de TI, por natureza, é talhado para ter uma visão sistêmica maior – para se preocupar mais com o contexto, mas também com pessoas”, diz. Essa combinação, quando bem desenvolvida, torna-se o alicerce para uma liderança mais estratégica.
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