ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Revendo as opiniões do passado!

Internet é algo muito novo, tem coisa de 20 anos no máximo sendo que aqui no Brasil se tornou popular a não mais do que 10 anos. E entre as muitas novidades desse meio de comunicação estão os sites que expressam a opinião do autor sobre um produto ou serviço. Há um problema com esses […]

Publicado: 19/05/2026 às 13:55
Leitura
11 minutos
Revendo as opiniões do passado!
Construção civil — Foto: Reprodução

Internet é algo muito novo, tem coisa de 20 anos no máximo sendo que aqui no Brasil se tornou popular a não mais do que 10 anos. E entre as muitas novidades desse meio de comunicação estão os sites que expressam a opinião do autor sobre um produto ou serviço. Há um problema com esses sites, e eu, como autor, vivo esse problema diariamente. Não só pelo Fórum PCs mas também em outros sites que eu participo como autor ou colunista. Vejam um exemplo: eu escrevo sobre motos em um site de motos, e uma coluna de 2005 trata da motocicleta Yamaha Drag Star, que eu modifiquei e melhorei significativamente. Está tudo relatado lá na tal coluna, mas ainda hoje (quase que semanalmente) eu recebo emails sobre essas modificações querendo saber mais detalhes, aonde comprar tais peças, qual o mecânico que fez, etc. Só que eu vendi a moto em 2006 e nunca mais falei sobre ela. Como responder aos leitores que ainda me mandam emails?

O problema é que a informação na internet tem vida longa. Muito mais longa que uma revista ou um jornal, e ela também é estática no sentido que não evolui (a não ser pelos comentários), ou seja, o que foi escrito em 2005 fica em 2005, não pode ser comparado com algo atual. O que valia naquela época pode não ser válido hoje.

No Fórum PCs acontece algo parecido, alguns tópicos ou artigos antigos são ressuscitado por usuários que discordam das opiniões lá contidas, sem perceber que se trata de uma informação de cinco anos atrás, ou mais. Nos artigos o problema é ainda mais grave visto que a maioria dos produtos são devolvidos aos seus fornecedores, e ficamos sem base de comparação quando chegam novas versões ou produtos substitutos. Felizmente isso tem mudado e estamos mantendo conosco aqueles produtos que tipicamente serão reavaliados no futuro, comparando-os com seus substitutos e nos dando uma boa visão da evolução.

Para a coluna de hoje, separei uma série de produtos que já foram analisados aqui no site por algum autor e que, hoje, ao olhar para eles novamente com outros parâmetros de comparação, posso dar opiniões bastante diferentes (ou opostas) às da época ou ainda complementar com algo mais útil. Vamos aos casos que eu separei, e vamos começar com as “pauladas”.

Nobreak APC RS 1200 – publicado em agosto de 2006

Para quem quiser conferir na coluna original viu que minha opinião foi relativamente positiva. Desde aquela época o produto ficou guardado e, por uma falha minha, a bateria estava conectada. Obviamente descarregou. Nos testes que fiz na época, eu ainda morava no Rio de Janeiro e não identifiquei nenhum problema mais sério. Agora, morando fora da capital, e com a necessidade de trocar as baterias, minha opinião mudou radicalmente.

Imagem

Primeiro ponto negativo é que o SAC da APC, que era bom na época, hoje não funciona. Liguei DEZENAS de vezes para o suporte técnico e em TODAS a ligação caía antes de eu ser atendido. Liguei do celular, telefone fixo, NET Fone, e nada. A minha questão técnica era simples: embora o nobreak esteja regulado para 115v (tolerando uma oscilação entre 126v ou 104v), algo que é normal no Rio de Janeiro, na minha região a voltagem é 127V e por isso a luz amarela do nobreak fica acesa constantemente indicando que o estabilizador está atuando. Talvez por essa razão, o aparelho que era silencioso passou a ser terrivelmente barulhento, aumentando o ruído a medida que a carga dos aparelhos aumenta. Há uma ventoinha ruidosa dentro do nobreak e pensei em substituir por uma mais silenciosa, mas a “maldita” é 24v (e não 12v) como as que eu tenho aqui.

Para completar a história, já que o SAC não funciona e não há revendas APC na minha região, descobri que comprar uma bateria para ele é um jogo de sorte. São marcas chinesas, muitas vezes com conectores em padrão diferente (mais finos) e sem muitas informações quanto a qualidade das mesmas.

Para piorar, o software de controle do nobreak por alguma razão inexplicável não permite o ajuste da tolerância da voltagem. Também tenho um APC BK1500(ótimo por sinal) que está comigo desde 2004 e já teve sua bateria trocada uma vez e ele permite regular a tolerância da voltagem da entrada usando o mesmo software. Há uma caixinha de seleção com várias voltagens suportadas e é perfeitamente possível selecionar uma faixa mais ampla ou um nível de voltagem mais alto como padrão. Já no RS1200 a caixa só tem uma seleção, e que não atende. Tolice!

Visto que o nobreak não me serve, já que não vou conviver com o seu ruído e sua luz amarela dizendo que estou fazendo algo errado, devolvi a bateria que eu havia comprado e vou doar o dito cujo para um amigo que mora no Rio de Janeiro e seus 115V. Lá ele funcionará bem (espero).

ECS GF9300A

Alexandre Ziebert sempre questionou a qualidade das BIOS das placas ECS, e com a ECS GF9300T-A Black não foi diferente, mas comparando com outros artigos dessa marca que ele fez Ziebert até gostou dessa placa. Um dia essa placa chegou até mim, e eu estava pretendendo fazer uma análise de uma boa solução de baixo consumo elétrico para maquinas que ficam 24 horas por dia ligadas. Baixo consumo é o ponto forte dessa solução da NVIDIA e para tal comprei um Pentium Dual Core E5200 de 45nm conhecido pelo seu consumo elétrico ínfimo. Monto, começo uns testes e a máquina trava. Imaginando ser um problema de memória, começo a trocar pentes e mais pentes sem sucesso. Descobri que não se tratava de um problema com a memória porque a maquina só trava em repouso, não em testes intensos. Troquei fontes e nada. Ziebert usou no teste dele um processador E8600 com FSB 1333mhz, e eu um E5200 com FSB 800MHz, sendo que o meu “dorme” em um patamar de consumo e freqüência muito mais baixo do que o E8600, e talvez por isso não acorde mais.

Imagem

O chipset da NVIDIA tem outros problemas (vou relatar abaixo, quando falar da GF8200) que me aborreceram bastante, mas o que mais me irritou foi a ausência de uma atualização de bios para essa placa. Eu estive no lançamento da mesma, alardeado como a melhor solução de vídeo onboard para placas Intel, um pouco antes da Intel e NVIDIA entrarem em rota de colisão com ataques verbais e comerciais diretos. Por alguma razão, placas com esse chipset são raras e a ECS nunca atualizou a bios dela. NUNCA! Portanto quase um ano após seu lançamento, ela está encostada aqui a procura de um processador + memória que funcione bem com ela. E o projeto de escrever sobre uma máquina de baixíssimo consumo elétrico virou lenda.

XFX GF8200

Essa placa é boa, foi testada pelo Alexandre Ziebert que basicamente só criticou a fragilidade do seu regulador de voltagem. Testes posteriores, um Phenon X4 “fritou” essa placa por causa do seu alto consumo elétrico, e nós a mandamos para reparos na PCTECHNICS. Voltou perfeita, mas desde lá nunca mais montamos um processador com TDP acima de 95W (suporte da placa). Confiante do resultado do serviço, estou usando a placa há mais de 6 meses como meu “mini-servidor” de testes, uma máquina que fica ligada direto, todos os dias da semana, e por muitas vezes realizando tarefas longas e intensas, como conversão de vídeo (deixo convertendo em batch, de um dia para o outro) sem nenhum problema de estabilidade. Porém pequenos problemas relacionados ao chipset NVIDIA me irritam muito, e esses problemas também ocorrem na ECS GF9300T que citei acima. Por exemplo, as portas e-SATA, que no caso dessas placas são uma bridge com as portas SATA normais. Por alguma razão inexplicável essas duas placas (talvez seja um padrão NVIDIA) testam a existência de dispositivos conectados às suas portas SATA durante o boot e desabilitam as portas inativas. Conseqüentemente, é impossível conectar qualquer dispositivo e-SATA após o boot, algo que não faz o menor sentido.

Outro problema com chipsets NVIDIA são os novos drivers com PhysX. Essas placas são equipadas com VGA simples, de baixa potência, mas muito superiores aos oferecidos pela Intel. Oferecem ótima performance no Vista ou Windows 7 e dá até pra jogar descompromissadamente. Mas ao instalar o tal driver com PhysX tudo muda. Gráficos em JAVA (comuns em vários sites) se tornam lentos, a navegação nos browsers piora e a interface com o usuário começa a dar uns “lags” sem sentido. Voltei para os drivers de 2008 e a máquina normalizou. “Tô” fora de PhysX nessas “onboard”, por enquanto.

Imagem

Para terminar minha crítica a essa XFX, o problema agora é o site deles. Nunca vi site de placa mãe precisar de registro com serial number do produto para poder fazer um simples download de BIOS. E se isso não fosse suficiente, a BIOS é disponibilizada em um arquivo ISO, que deve ser gravado em um CD (lá se vai uma mídia…) para fazer a atualização. Até a versão passada eu extraia o arquivo BIN desse ISO e fazia a atualização usando meu “super” pendrive com boot em DOS, mas na última atualização a XFX resolveu formatar o ISO em um padrão que não é lido no Windows, ou seja, não dá pra extrair seus arquivos. Então não atualizei, porque não vou gravar uma mídia só para atualizar uma bios, ainda mais sem eu saber o que tem dentro da imagem. A XFX conseguiu complicar algo que era simples. A Intel oferece atualizações de bios em vários formatos, desde imagens de CD até executável dentro do Windows, mas só a XFX conseguiu fazer algo único, um arquivo que não se lê no Windows e que requer uma mídia física para ser implementado (e lá se vai um “reau” de mídia).

ECS P45T-A Black Series

Imagem

Outra placa mãe ECS analisada pelo Alexandre Ziebert e como sempre severas críticas ao BIOS da ECS. O problema dessa placa é que a BIOS é realmente muito ruim, pior que a média, e em uma atualização acabou dando um pau e morreu. Ou melhor, não morreu, entrou em um loop infinito onde se dá o boot, diz que a bios tem erro e pede para reconfigurar, e no próximo boot o ciclo se repete, eternamente.

Mais uma vez, levamos para a PCTECHNICS e voltou perfeita, ou melhor, funcionando. Perfeita com aquela bios não dá pra ser…

É uma ótima placa mãe com chipset P45 desde que você nunca acesse a bios, mantendo tudo como está de fábrica. Mexeu? Dançou…. Como o Ziebert citou, alguns ajustes fazem justamente o oposto do que se espera. Esqueça, não mexa, e está tudo bem.

Jetway HA07-Ultra

Agora uma boa notícia. A Jetway HA07-Ultra que foi muito bem avaliada pelo Alexandre Ziebert nos surpreendeu com mais um “recurso” invisível. Recebi um Phenon II X3 720 e montei nessa placa na tentativa de desbloquear o 4 núcleo através do ACC disponível no southbridge SB750 que equipa essa placa. Pesquisei um pouco e vi que é algo trivial. Uma única opção de bios passa de “Disable” para “Auto” e o quarto core do X3 volta a funcionar. E assim foi, a Jetway ligou com meu novo X4 20 (é como ele reconhece o velho X3) funcionando perfeitamente.

Imagem

Esse “upgrade” não é sem custo, por isso é bom explicar os efeitos colaterais. O primeiro é o consumo elétrico já que o TDP de 95W passa para 125W (modelo X4 de 2.8 GHz), outro “problema” é que por alguma razão os softwares que monitoram a temperatura do processador passam a não funcionar, como o HMonitor por exemplo, que indica 0°c. Talvez em breve isso tenha solução, mas no momento ainda não. Outro problema desagradável é uma tendência a não bootar em certas condições, requerendo o desligamento da fonte. Com o ACC ativado, nem sempre um restart funciona, muitas vezes a máquina entra em um “limbo” entre o shutdown completo e uma travada antes de ligar, que só se restaura após desligar a fonte. Fora isso, a estabilidade é perfeita e o quarto núcleo não apresentou nenhuma instabilidade. Lembrem-se que nem todo Phenon II X3 pode ser transformado em X4, e os que podem só podem se a placa mãe tiver o SB750.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas