O aquecimento do mercado brasileiro em 2010 tem provocado uma movimentação mais intensa de profissionais. E se essa alta rotatividade deve incentivar o aumento no salário dos executivos locais, por outro lado, pode gerar uma “bolha”, de acordo com estudo da consultoria especializada em recrutamento Robert Half. Um relatório que acaba de ser divulgado pela […]
O aquecimento do mercado brasileiro em 2010 tem provocado uma movimentação mais intensa de profissionais. E se essa alta rotatividade deve incentivar o aumento no salário dos executivos locais, por outro lado, pode gerar uma “bolha”, de acordo com estudo da consultoria especializada em recrutamento Robert Half.
Um relatório que acaba de ser divulgado pela consultoria aponta que, este ano, para atrair e reter os profissionais, as organizações vão investir em remunerações mais atraentes. Contudo, esses valores tendem a não ser economicamente sustentáveis em longo prazo, o que pode levar a uma bolha.
Além da própria saúde financeira das organizações, os salários e bônus agressivos podem representar um risco para os próprios profissionais. A Robert Half acredita que os altos executivos precisam analisar com cuidado as propostas e não podem ficar atraídos apenas pelos benefícios financeiros, deixando de lado seus planos de carreira.
A consultoria aponta também que, de forma geral, as propostas salariais muito agressivas vêm acompanhadas de uma exigência muito alta, no que diz respeito à geração de resultados imediatos por meio de metas e prazos difíceis de cumprir. Assim, muitos desses profissionais tendem a ficar pouco tempo na organização, o que pode afetar sua imagem no mercado.
Por fim, a Robert Half afirma que, mais do que nunca, os altos executivos devem analisar com cuidado os diversos convites para participar de processos de seleção. Isso porque, de acordo com a consultoria, as empresas enxergam de forma negativa os profissionais que desistem na fase final de entrevistas para atuar em uma organização.