Reportagens divulgadas pela imprensa norte-americana no fim de semana apontam para um aparelho de plataforma e marca próprias
Michael Arrington, do TechCrunch, publicou no último domingo (19/09) que o Facebook trabalha, secretamente, no desenvolvimento do próprio telefone móvel. Mais especificamente, a rede social trabalharia em um sistema operacional móvel, passando a tarefa do desenvolvimento de um hardware a um terceiro.
Arrington escreveu: “há pouco menos de um ano atrás, o Facebook se atentou ao crescimento poderoso das plataformas Android e iOS. E que os aplicativos Facebook para esses telefones não eram o bastante para mantê-lo competitivo em longo prazo. Especificamente, o Facebook quer integrar-se dentro da lista de contatos e de outras funções core dos smartphones. E só pode fazer isso se controlar o sistema operacional.”
De certa forma, isso faz sentido. O Facebook tem, em todo o mundo, 500 milhões de usuários. Trata-se de uma grande oportunidade de expansão se a rede tiver o próprio sistema operacional e um hardware dedicado. Como o aplicativo móvel da rede social já está instalada em boa parte da base de Android, iOS e BlackBerry nos Estados Unidos e outros países ocidentais, acredito que a estratégia da companhia seria, inicialmente, focar mercados emergentes. Mas a empresa não fala sobre isso e nega qualquer iniciativa neste sentido.
Em comunicado respondendo ao TechCrunch, o Facebook diz o seguinte:
“A história originada no Techcrunch não é verdadeira. O Facebook não trabalha no desenvolvimento de um telefone. Nossa abordagem para o mundo móvel tem sido por meio de aplicativos mais sociáveis. Entre os projetos atuais estão desde uma versão HTML 5 para o site até aplicativos para todas as plataformas e suporte de conexão para kit de desenvolvimento para integração com fabricantes. Nossa visão é que quase todas experiências ficariam melhores se fossem sociais, então, ao fazer a integração com plataformas e sistemas atuais é um excelente caminho para permitir isso. Temos integração com contatos no iPhone por meio de nosso aplicativo. Outro exemplo é o telefone INQ1 com integração Facebook (o primeiro a ser chamado ?Facebook Phone”). As pessoas citadas na reportagem trabalham nesses projetos. O fato é que qualquer desenvolvimento que fizermos para integração completa, as pessoas chamarão de ?Facebook Phone” porque isso soa mais atrativo, mas desenvolver celulares não é para nós.”
Note, entretanto, que o comunicado diz que a empresa não trabalha no desenvolvimento de um smartphone, mas não cita a questão do sistema operacional.
Assim, é possível que o relato de Arrington seja verdadeiro. Essa negativa do Facebook pode ser vista como não negativa se nos basearmos pela criação de uma plataforma.
Mas uma pergunta a ser feita é: alguém aí quer um Facebook Phone?