As notícias não são muito animadoras para os CIOs e diretores de tecnologia da informação que atuam no Brasil. De acordo com um estudo, que acaba de ser divulgado pela consultoria de recrutamento de executivos Robert Half – e batizado de Guia Salarial de TI -, os salários fixos desses profissionais não devem sofrer grandes […]
As notícias não são muito animadoras para os CIOs e diretores de tecnologia da informação que atuam no Brasil. De acordo com um estudo, que acaba de ser divulgado pela consultoria de recrutamento de executivos Robert Half – e batizado de Guia Salarial de TI -, os salários fixos desses profissionais não devem sofrer grandes variações em 2010, se comparados a este ano.
Em média, o salário dos profissionais em posição de liderança de TI devem variar de 17 mil reais a 42 mil reais. Um valor que, de acordo com o diretor de operações da Robert Half, Fernando Mantovani, está bem próximo da realidade atual.
Ainda segundo Mantovani, por conta da crise financeira, há uma tendência de estagnação salarial em todos os departamentos da companhia e não só na área de TI. “Os aumentos – se acontecerem – devem ser relativos às remunerações variáveis, como participação nos lucros. Mas isso depende de cada organização”, afirma o especialista.
Ainda em relação às projeções para o próximo ano, o diretor destaca que questões como segurança da informação e governança de TI devem receber destaque na pauta dos CIOs. “Depois da experiência ocorrida com a crise financeira, as empresas pretendem proteger ainda mais seus dados e estar em pleno acordo com normas regulatórias que regem seus setores de atuação”, afirma Mantovani.
Outra mudança que deverá ser percebida em 2010 é quanto à contratação de gerentes de TI para ocupar postos deixados por colaboradores que foram cortados da equipe. “Esse profissional será o braço direito do CIO, o qual deverá preocupar-se com questões mais estratégicas.”
Entre as atribuições do principal executivo de TI, estarão o desenvolvimento de métricas mais efetivas para a análise do desempenho da equipe e a fragmentação de grandes projetos em iniciativas menores.