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São José dos Campos adere à virtualização

Prefeitura informatiza sistema de saúde e melhora o agendamento de consultas com desktops virtualizados

Publicado: 10/05/2026 às 11:17
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4 minutos
São José dos Campos adere à virtualização
Construção civil — Foto: Reprodução

A cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, é

conhecida pela indústria aeroespacial, segmento que lida com alta tecnologia e

faz parte do dia a dia do município desde 1950, quando foi instalado o Centro

Técnico. Desde então, houve um grande crescimento – tanto populacional, quanto

no processo de industrialização -, mas algumas áreas não acompanharam esta evolução.

Uma delas é a saúde municipal que, até 2005, não tinha nenhum processo

informatizado.

O agendamento de consultas era manual, as unidades não

contavam com computadores e faltava um sistema centralizado para computar os

dados dos pacientes. Uma realidade que tendia a piorar com o aumento da

população, hoje em torno de 615 mil habitantes, de acordo com dados da

prefeitura da cidade. “O nível de informatização era muito pequeno e São José

dos Campos sofria para conseguir gerenciar os recursos de saúde”, explica

Marcelo Augusto Ferreira, chefe da divisão de informática da secretaria de

Saúde.

À frente do projeto de informatização e gerenciamento do

agendamento de consultas, Ferreira lembra que o trabalho acontece desde 2005,

quando foi desenvolvido um sistema com regras para marcação – como critérios de

quarto, vagas para idosos, retorno, primeira consulta, área de abrangência,

bairros atendidos por cada Unidade Básica de Saúde (UBS), entre outros. Antes

disso, apenas dois hospitais administrados pela prefeitura possuíam parte do

atendimento informatizado.

Um dos problemas no processo de informatização da saúde em

São José dos Campos era a descentralização das unidades e algumas UBS

instaladas em zonas rurais, a cerca de 60 quilômetros do centro da cidade. “Precisávamos

garantir o atendimento de forma homogênea”, avisa. Depois de desenvolvido

internamente o sistema, Ferreira precisou resolver como seria este acesso. Uma

das opções era instalar o software nas máquinas das unidades. No entanto, ele

acabou decidindo por um processo que cresce em adesão, a virtualização de

desktops.

A solução XenApp, da Citrix, foi escolhida para resolver o

problema. As primeiras licenças do produto foram adquiridas em agosto de 2005,

sendo este o primeiro contato da secretaria com sistemas de virtualização de

desktops. O software desenvolvido pela equipe de 12 pessoas ficou hospedado no

data center da secretaria de saúde e, cada UBS, o acessa via web. “Dentro do

meu próprio servidor, faço com que as unidades usem o sistema.”

Trata-se de um grande projeto que, em três anos, com

licenças, adequação de infraestrutura e compra de link, consumiu pelo menos R$

5 milhões. “Tínhamos uma situação que era falta de informatização. Tinha gente

que nunca havia usado PC”, relembra. “Partimos para treinamento básico de

noções de informática”, detalha.

De acordo com Ferreira, depois de desvendado o mundo do

computador para esses funcionários, a parte mais fácil foi mostrar como se

acessava o sistema por meio da virtualização.

Embora o projeto ainda não esteja 100% concluído, como

Ferreira faz questão de ressaltar, os resultados com a informatização já são

colhidos. Em setembro de 2009, 52.178 mil consultas foram disponibilizadas para

os munícipes, apenas na parte de atenção básica, onde estão clínico geral,

gineco-obstetra e pediatra. As demais especialidades responderam por mais de 33

mil consultas.

Esse número elevado de atendimentos só é possível por conta

de uma melhor gestão da base. Eles uniram regulação e controle das agendas da

rede para que o tempo de marcação não ultrapassasse os 30 dias, isso desde

meados deste ano. “Foram quase três anos de trabalho. O sistema é grande e as

unidades espalhadas. Precisávamos

levar para todas as unidades e garantir homogeneidade.”

Antes do sistema, a agenda era aberta e as datas das

consultas ficavam muito espaçadas, elevando a probabilidade de ausências. Com a

readequação das regras, Ferreira garante ter sanado o problema. Hoje são 65

pontos de acesso. Além da rede própria, a TI providenciou integração com os

sistemas das redes conveniadas. “Iniciamos

este trabalho com um prestador e tivemos sucesso.”

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