Novo presidente da Agência disse que trabalhará pelo diálogo entre atores do setor e para criar estratégias de atendimento satisfatório
Ronaldo Sardenberg, tomou posse na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), nesta segunda-feira (02/07), em Brasília. Sardenberg ocupará o lugar de Plínio de Aguiar Júnior, permanecerá no cargo por um ano e fará parte do Conselho Diretor por cinco anos.
Em seu discurso de posse, ele ressaltou que vai trabalhar pelo diálogo entre os diversos atores do setor: executivo, legislativo, judiciário, operadoras, entidades civis, meios de comunicação e “demais parceiros de regulação, fiscalização e universalização”. “Chego pronto para ouvir, dialogar, compartilhar idéias. O momento exige, requer visão e capacidade de mudar”, disse.
De acordo com o novo presidente da Anatel, é preciso “criar estratégias de atendimento satisfatório” porque, no ano passado, houve “alta de quase 30% nas reclamações” dos consumidores.
Presente à cerimônia, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que este pode ser “o começo de uma atividade que será importantíssima nas relações da Anatel com o Ministério das Comunicações”. Ele destacou ainda o fato de a Agência completar quatro conselheiros cujos mandatos anteriores terminaram dentro do mandato do presidente Lula. “Então, é preciso indicar os conselheiros.” O Conselho da Anatel tem cinco integrantes.
Além da necessidade que o setor de comunicações tem de tomar decisões rápidas, o ministro ainda citou como desafios rever o marco legal do setor: as leis do Fust, Geral de Telecomunicações e do Cabo; o Código Brasileiro de Telecomunicações e o Plano Geral de Outorgas. A universalização das telecomunicações, taxas do Fistel, segurança nacional e licitações de 3G e do WiMAX também foram apontadas pelo ministro como prioridades do setor.
Costa ainda convocou conselheiros, funcionários da Anatel, prestadores de serviços de telecomunicações e usuários para dar início a um Plano de Aceleração das Comunicações. “Até o fim de julho apresentaremos um detalhado documento com as Políticas Públicas de comunicação, que deverão reger as relações do Ministério das Comunicações e do governo com a Agencia que regula e fiscaliza”.
*Com informações da Anatel, Agência Brasil e Ministério da Comunicações