ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Segurança em redes sociais internas é questão de educação

Empresas devem criar políticas e educar funcionários ao usarem as novas mídias em processos internos

Publicado: 10/05/2026 às 06:13
Leitura
3 minutos
Segurança em redes sociais internas é questão de educação
Construção civil — Foto: Reprodução

A popularização das redes sociais nos últimos dois anos promoveu um novo fenômeno na segurança digital. Pessoas com pouca ou nenhuma cautela no trato de dados privados inundaram a internet fazendo os olhos de criminosos digitais se voltarem rapidamente para essas novas mídias de relacionamento. Não há pesquisas sobre quantos descuidados existem nas redes sociais. Mas, o Ibope estima que dos 66 milhões de internautas no Brasil, aproximadamente 80% participam de redes sociais. É nesse universo que os larápios do mundo digital buscam suas vítimas.

Os truques mais usados para invadir computadores e roubar informações fazem parte do arsenal conhecido como engenharia social. “Os criminosos aproveitam a ingenuidade das pessoas e lançam mensagens com links falsos que possuem todo tipo de malware”, explica o gerente de suporte técnico para América Latina da McAfee, José Matias.

Com a tendência de as empresas passarem a utilizar cada vez mais as redes sociais em processos internos, a preocupação com esse tipo de comportamento negligente passará a ser uma questão de segurança corporativa. Nenhuma empresa vai gostar que seus funcionários tenham o mesmo tipo de descuido que vem marcando o uso de sites como Facebook, Orkut e Twitter pelo mundo nos últimos meses.

Dados para que as companhias comecem desde já a se preocuparem com isso não faltam. A Cisco estima que o worm Koobface, que se tornou uma praga em redes sociais em 2009, tenha infectado mais de 3 milhões de computadores desde que surgiu em 2008. Outro recente levantamento da empresa de segurança Sophos dá mais dramaticidade a essa situação. A pesquisa mostra que 46% dos usuários do Facebook aceitam amizades de perfis falsos sem qualquer critério de avaliação. O mais preocupante é que esse tipo de atitude tem aumentado. Em 2007, cerca de 41% dos ativos nessa rede tinham tal comportamento negligente.

Para Matias, as empresas deverão investir em treinamento e educação quando adotarem redes sociais internas. “As infraestruturas tecnológicas no ambiente corporativo são boas e as políticas sobre informação estratégica já estão estabelecidas, o problema passa a ser o modo como o funcionário usa esse novo ambiente”, diz.

O lado bom

Segundo ele, apesar da preocupação que o cenário causa, existe um novo fator favorável nesse hype de Internet social. A popularização delas foi tão abrangente e rápida que fez usuários, criminosos e empresas de segurança entrarem nesse novo ambiente para testar suas possibilidades quase ao mesmo tempo. Isso deve diminuir a janela de vulnerabilidade que existia. “As empresas conseguem corrigir as falhas em menos tempo, antigamente o processo demorava mais porque os criminosos estavam sempre na frente”, completa.

Mesmo assim, o especialista aconselha as empresas a criarem desde já práticas de segurança para redes sociais internas focadas nas novas formas de utilização que vem sendo consagradas nesse meio. “Se a empresa não entender como o funcionário quer usar essa nova mídia, ele irá burlar a segurança. Por outro lado, se o usuário não entender a política da empresa poderá trazer prejuízos enormes”, enfatiza.

Leia também:

Todas as reportagens do especial redes sociais 

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas