Funcionários querem usar seus próprios telefones e gerentes querem que usem aplicativos de produtividade. Seu problema: garantir a segurança
Olhe ao seu redor e, provavelmente, irá concordar que a computação de usuário final está passando por uma revolução desde, bem, desde a introdução do conceito de computação de usuário final.
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Smartphones, e agora tablets (que apresentam os mesmos desafios para segurança móvel), estão crescendo incessantemente. Para enumerar este crescimento: os smartphones representaram 46% da renda global de telefones celulares no ano passado, de acordo com uma pesquisa da Infonetics. Estima-se que dois a cada três usuários de telefone celular, em países desenvolvidos, usarão um smartphone até 2014.
O mercado de smartphones está gerando expectativas para funcionários. As ofertas da Apple e do Google estão triunfando sobre a plataforma BlackBerry, o padrão corporativo, porque as pessoas acham que podem ser tanto sérias (para os negócios), quanto divertidas (na vida particular).
2010 trouxe, também, o primeiro computador hiper-móvel real – algo maior do que um smartphone e menor que um PC. O iPad e os consequentes tablets são obviamente atraentes e as pessoas consideram substituir seus PCs por eles, alimentando as fantasias de poder trabalhar e se divertir em qualquer lugar.
O Consumer Electronics Show, de janeiro, ilustra o frenesi gerado pela Apple com seu super bem-sucedido iPad, apresentado ao mundo há um ano. Novos tablets são promessas da Motorola, Research in Motion, Samsung, Dell e até mesmo alguns novatos, como o fabricante de TVs, Vizio. A Verizon sempre teve o iPad em sua rede, mas agora tem também o iPhone 4.
Portanto, a competição pelos corações amantes da mobilidade está acirrada, o que significa que seus funcionários aparecerão com cada vez mais dispositivos. Eles querem acesso aos recursos corporativos e dados por meio desses novos dispositivos, que são, também, de uso pessoal. A principal preocupação do CIO, com relação ao cumprimento de compliance, deve ser: esses novos dispositivos de computação oferecem risco aos meus dados? A resposta é, muito provavelmente, “sim”, se você está deixando as configurações dos dispositivos nas mãos dos usuários.
Como iremos discutir, os riscos apresentados tanto por smartphones quanto pelos tablets podem ser reduzidos da mesma forma: é apenas questão de definir os requerimentos, escolher um produto de gerenciamento competente e seguir em frente. Ofereceremos quatro cenários para a mitigação.
Mas, antes, um pouco de contextualização é importante. A grande tendência é a mudança além de simples e-mail nesses dispositivos. Impulsionados, inicialmente, pelo iPhone, e agora pelo iPad, os aplicativos são a nova fronteira, com exemplos corporativos que incluem CRM, acesso a desktops virtuais (pense na infraestrutura de VDI da VMware) e aplicativos especializados.
De acordo com Ojas Rege, CEO da fornecedora de MDM (Mobile Device Management) MobileIron, os aplicativos podem ser separados em duas grandes categorias. Podem ser orientados a tarefas, com apelo amplo, como aqueles para planilhas de hora, relatórios de despesas e agendamento de salas de conferência; ou são aplicativos especializados para público de nicho. Alguns desses aplicativos especializados são códigos customizados para processos de negócio específicos de uma empresa.
Por exemplo, a Customedialabs, uma agência de mídia interativa, produz um aplicativo de venda digital para a indústria de dispositivos médicos e diagnósticos. Usando um aplicativo que se sincroniza regularmente com depósitos de dados de back-end, o aplicativo móvel ajuda o consumidor a cobrir território de venda usando componentes CRM enquanto garante que os representantes tenham somente prospectos das mais recentes informações médicas. Isso elimina o risco de oferecer material desatualizado, uma violação das rigorosas regras do FDA Part 11.
Esse é apenas um exemplo de como os aplicativos nos ajudaram a deixar para trás o confinamento do e-mail.
* Grant Moerchel é co-fundador da WaveGard, uma empresa de consultoria de tecnologia. Artigo publicado originalmente na InformationWeek EUA
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