No ano passado a empresa gerou 205 milhões de reais em negócios e cresceu 35%. Com a divisão estruturada de serviços, meta é aumentar mais 30% a receita em 2008.
Depois de 20 anos no mercado, o CEO da Sênior Sistemas, Jorge José Cenci, não acredita que os produtos de sua empresa são nota 10. “Mas somos nota sete nas várias ofertas que temos”, avalia. Mesmo com a avaliação modesta, a empresa superou a meta de crescimento do ano passado e atingiu 35% – contra 30% previstos – o que significa que durante o ano foram gerados 205,89 milhões de reais em negócios. Para este ano, a companhia quer crescer mais 30%, o que significa movimentar 266 milhões de dólares.
Para isso, uma das ações da companhia foi a estruturação da área de serviços. Antes eles já eram oferecidos, mas não havia uma diretoria específica para isso. Sob a liderança de Omar Lorenzini Junior, o setor nos últimos anos trabalhou para profissionalizar a equipe e na gestão do conhecimento – a companhia melhorou o sistema de ensino a distância e pretende até o segundo semestre transformar o esquema de treinamento em negócio –, na gestão das alianças e no gerenciamento técnico do canal. “O desafio para esse ano é colher os frutos deste trabalho, o que deve fazer a contribuição dessa área ser mais expressiva para o faturamento global”, afirma Lorenzini Junior.
Outro fator que a empresa considera importante para o resultado é o modelo de canais que criou. De acordo com Sérgio Fabiano Botelho Júnior, diretor corporativo de mercado, atualmente a empresa possui 100 canais. “São 19 unidades exclusivas) e a meta é aumentar para 24 este ano, além de 5 que são quase como integradoras, e 80 que vendem apenas uma especialidade da empresa”, diz.
Para crescer a empresa também pretende dedicar atenção para a área sul e sudeste, assim como abrir uma unidade no exterior, provavelmente na Colômbia. “Hoje a companhia vende para esses países como Peru e até Angola, mas não tem presença com escritórios”, explica Cenci.
Apesar das mudanças, hoje os produtos carro-chefe da companhia são o sistema de gestão empresarial (48% do faturamento), o sistema de recursos humanos (42%) e o acesso e segurança de patrimônio. “O ERP se destaca porque o nosso produto é flexível e muitos clientes possuem módulos nossos rodando em ERPs de outros fornecedores”, conta.
Atualmente, 25% da receita vem com licenças, outros 25% de serviços e 50% de manutenção. Para manter o crescimento, a empresa está permanentemente contratando profissionais. “Agora, como na maior parte do tempo, temos cerca de 40 vagas em aberto. O problema de mão-de-obra das empresas de São Paulo, não é diferente do nosso”, compara.