Operadora de TV por satélite, DTH, negocia empresa que opera com a tecnologia, mas aguarda mudanças na legislação para poder ter o serviço
A Sky pretende complementar sua linha de produtos com a oferta de banda larga utilizando a tecnologia Multichannel Multipoint Distribution Service
(MMDS), disse nesta segunda-feira (11/08), o presidente da empresa, Luiz Eduardo Baptista, durante a abertura do Congresso ABTA.
O serviço seria oferecido usando como “laboratório” a TV Filme, empresa de Brasília, com a qual a Sky fechou, recentemente, um acordo de compra. Controlada pela ITSA, o negócio entre as empresas começou a ser discutido em outubro do ano passado, e foi fechado em março, sendo comunicado em seguida à Anatel, que ainda não se posicionou. De acordo com Bap (como é conhecido), a empresa tem 40 mil assinantes e está presente em 12 cidades.
A aprovação do negócio, no entanto, é o primeiro dos entraves citados pelo executivo para a oferta da banda larga. Pela regulamentação do setor, o MMDS precisa ser usado obrigatoriamente para a transmissão de vídeo, o que impediria que a Sky migrasse os assinantes para o sistema de satélite (Direct to Home, ou DTH) e oferecesse a primeira tecnologia apenas para a internet. O terceiro impedimento, é a falta da mobilidade, que deve ser incorporada, mas ainda não é prevista pela legislação do setor.
Enquanto isso, a presidente-executiva da TVA, Leila Loria, afirmou que não quer que o MMDS deixe de ser uma plataforma de transmissão de vídeo. “Existem muitas alternativas para a oferta de banda larga. Para vídeo não”, defende ela. A TVA, que recentemente teve participação acionária adquirida pela Telefônica, espera a homologação de equipamentos WiMAX para oferecer serviço no rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. De acordo com Leila, somada à TVA e á DTHi, a Telefônica já conta com 600 mil clientes de TV por assinatura.