A soberania dos dados deve pautar a forma como as informações são coletadas, armazenadas e processadas nos próximos anos, segundo 99% dos executivos de tecnologia de empresas do Oriente Médio e da Europa. Entre esses tomadores de decisão de TI, 88% já tem o tema como prioridade e quase 99% esperam que ela permaneça importante […]
A soberania dos dados deve pautar a forma como as informações são coletadas, armazenadas e processadas nos próximos anos, segundo 99% dos executivos de tecnologia de empresas do Oriente Médio e da Europa. Entre esses tomadores de decisão de TI, 88% já tem o tema como prioridade e quase 99% esperam que ela permaneça importante nos próximos cinco anos.
Na prática, segundo pesquisa divulgada essa semana pela Lenovo, conformidade e controle sobre local de hospedagem dos dados definem o “futuro do data center”. Ao mesmo tempo, 94% destacam a baixa latência como um requisito fundamental e para os próximos anos, impulsionada pelo crescimento de aplicativos em tempo real e computação de borda.
Esses dados fazem parte do estudo O Data Center do Futuro, encomendado pela Lenovo e conduzido pela Opinium com 250 tomadores de decisão de TI em empresas de 250 funcionários ou mais na Alemanha, Itália, Noruega, Suécia, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos. O trabalho de campo foi realizado em agosto de 2025.
Outro dado importante do estudo: 92% dos entrevistados priorizam parceiros de tecnologia que reduzem o uso de energia e a pegada de carbono, mas apenas 46% dizem que o design atual do data center oferece suporte às metas de sustentabilidade. Essa lacuna, dizem os autores, ressalta crescentes pressões ambientais da IA.
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A inteligência artificial continua acelerando o uso de dados em todos os setores, mas as organizações estão com dificuldades para implementar a tecnologia de forma eficaz, diz o estudo. Há uma lacuna entre a ambição e realidade da infraestrutura, com 46% dos líderes admitindo que a infraestrutura atual não atende às metas de redução de energia ou carbono da Europa.
Para 90%, a IA aumentará significativamente o uso de dados organizacionais na próxima década. E 62% esperam que a IA e a automação tenham o maior impacto na estratégia de TI. No entanto, 41% admitem que a organização não está preparada para integrar a tecnologia de forma eficiente.
Segundo o estudo, o data center do futuro será definido pela eficácia com que pode escalar aplicações de IA e, ao mesmo tempo, cumprir metas de sustentabilidade e eficiência energética. No relatório, a Lenovo apresenta resultado de um trabalho com a empresa de engenharia AKT II e com os arquitetos da Mamou-Mani para imaginar como os data centers poderão ser daqui a 30 anos.
Os projetos incluem uma série de conceitos, como o de nuvem flutuante. Nesse tipo de estrutura, o data center é suspenso em altitudes entre 20 e 30 km, com energia solar em tempo integral. Utiliza circuitos de resfriamento líquido fechados pressurizados para evitar a poluição do ar.
Há também as data villages, localizada próxima a fontes de água, como rios ou canais. O modelo consiste em um sistema modular e empilhável de blocos ou módulos de data centers conectados às necessidades da cidade. Essa localização se beneficia do resfriamento líquido e capacidade de transferir calor residual para gerar energia ou aquecer instalações locais, como escolas ou residências.
Já o data center bunker é montado em túneis no subsolo para minimizar a necessidade de espaço e aumentar capacidade. Em tese, isso reduz o uso da terra em regiões densamente povoadas, e permite que as instalações sejam instaladas em locais centrais com menor impacto, diz a Lenovo.
Segundo a empresa, os três conceitos foram projetados para incorporar a tecnologia de resfriamento líquido para lidar com o aquecimento dos data centers e as limitações do resfriamento a ar tradicional. O resfriamento líquido usa menos energia do que o a ar, aumentando a eficiência e a sustentabilidade dos conceitos.
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