No entanto, o presidente, Ronaldo Sardenberg, afirma que agência precisa de mudanças para ganhar agilidade
Ronaldo Sardenberg, presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em entrevista a jornalistas que participam do Painel Telebrasil, realizado no Guarujá, litoral paulista, afirmou acreditar que nunca mais ocorrerão problemas como os que aconteceram com o serviço de internet banda larga da Telefônica, o Speedy. Na quarta-feira (26/08), a agência liberou a comercialização do produto após dois meses de paralisação. “Criou-se uma consciência tendo em vista a cautelar”, avisou.
Sardenberg se mostrou satisfeito com a decisão tomada pelo Conselho Diretor do órgão, mas alertou que a Anatel acompanhará os processos de melhorias para que tudo saia como determinado. “Medida definitiva só ao final. Neste momento não haverá mais penalidades, mas tudo depende do andamento. Se tudo for cumprido nos 180 dias.”
Os 180 dias mecionados pelo embaixador se referem ao prazo apresentado pela Telefônica para conclusão do plano de melhorias da rede. A primeira etapa, apresentada há pouco mais de um mês – e que motivou a liberação da venda do Speedy – ficou concentrada na estabilização da rede.
Indagado sobre o que será feito em caso de ocorrer novas interrupções no serviço de banda larga, Sardenberg frisou que, “o conselho se reunirá e poderá intervir.”
O presidente da Anatel lembrou que a cautelar que proibiu a comercialização do Speedy em 22 de junho era relativa a todas as interrupções que o serviço sofreu. Ele disse ainda que no início pensava-se que eram problemas isolados. “MAs chegou um momento que a Anatel viu que não eram e adotou a cautelar. Se percebeu que era algo mais amplo. Pedimos plano em 30 dias e solicitamos providências.”
Apesar de elogiar o trabalho feito pelo Conselho Diretor da agência, Sardenberg reconhece que é preciso melhorar os processos e avisa que já existe um processo de reestruturação. “Temos que mudar internamente para tornar a agência mais rápida”, comentou. Ele adicionou ainda que é necessário mais diálogo entre o órgão e as concessionárias.
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*O jornalista viajou ao Guarujá (SP) a convite da Telebrasil.