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Vaeridion
Voos elétricos

Startup alemã propõe rota mais barata para voos elétricos com microliner

Em um ano difícil para startups de táxis aéreos, como a britânica Vertical Aerospace e a alemã Lillium, que enfrentam dificuldades financeiras e incertezas regulatórias, a Vaeridion, uma startup alemã, está buscando uma rota diferente e potencialmente mais barata para os voos elétricos. Em vez de apostar em projetos complexos como aeronaves de decolagem e […]

Publicado: 25/04/2026 às 21:59
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A imagem mostra um avião futurista em voo, com um design moderno e aerodinâmico. O avião, identificado com a marca "Vaeridion", é de cor predominante azul com detalhes em verde, e está voando acima das nuvens em um céu com tons de laranja e azul. O modelo possui asas longas e uma hélice na frente. O cenário transmite uma sensação de inovação tecnológica e sustentabilidade no setor da aviação, voos elétricos
Construção civil — Foto: Reprodução

Em um ano difícil para startups de táxis aéreos, como a britânica Vertical Aerospace e a alemã Lillium, que enfrentam dificuldades financeiras e incertezas regulatórias, a Vaeridion, uma startup alemã, está buscando uma rota diferente e potencialmente mais barata para os voos elétricos.

Em vez de apostar em projetos complexos como aeronaves de decolagem e pouso vertical elétricas (eVTOLs), a Vaeridion optou por um modelo mais simples, chamado de “microliner”, que se parece com um avião comum e decola de uma pista, mas é totalmente movido a baterias.

Nesta terça-feira (26(, segundo informações do The Next Web, a Vaeridion anunciou que conquistou um contrato de pré-aplicação com a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), um passo crucial para sua jornada rumo à certificação e comercialização de voos elétricos.

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O contrato é um tipo de ensaio para a certificação do avião, permitindo que a empresa discuta o processo com os reguladores, receba feedback sobre seu design e identifique possíveis desafios. Segundo a Vaeridion, é o primeiro fabricante de aviação geral a conquistar tal contrato no âmbito da nova iniciativa da EASA.

Markus Kochs Kämper, chefe de engenharia da Vaeridion, descreveu o contrato como “um grande marco” no desenvolvimento do microliner. A ideia é reduzir riscos e garantir a certificação da aeronave antes da aplicação formal do certificado de tipo.

Fundada em 2021 por Ivor van Dartel e Sebastian Seemann, ex-engenheiros da Airbus e da ZF, a Vaeridion pretende construir um avião elétrico que substitua as aeronaves movidas a querosene em voos regionais de curta distância.

Maior autonomia

De acordo com testes preliminares, o microliner terá uma autonomia de aproximadamente 500 km – o dobro do que a maioria das startups de eVTOLs promete atualmente. Em 2022, quase um terço dos voos na União Europeia cobria essa distância ou menos, o que demonstra um grande potencial de mercado.

O design do microliner é inspirado em planadores, com uma forma aerodinâmica que minimiza o arrasto e melhora a eficiência. As baterias estão localizadas nas asas, o que contribui para uma melhor distribuição de peso. Esse design semelhante a aviões regionais já existentes pode ajudar a reduzir os custos de desenvolvimento e fabricação, diferentemente dos modelos mais experimentais de eVTOL, que exigem sistemas de propulsão intrincados e capacidade de decolagem vertical.

A Vaeridion planeja fazer seu primeiro voo em 2027, com uma aeronave que já atenderá aos requisitos do certificado de tipo da EASA, evitando a necessidade de construir um demonstrador caro. Com isso, espera-se que a primeira aeronave certificada esteja pronta para voos comerciais em 2030.

Ao apostar em tecnologias e infraestrutura de aviação já estabelecidas, a Vaeridion pretende tornar o microliner uma opção mais viável e escalável para o transporte aéreo regional do que muitos dos designs mais ambiciosos que surgiram nos últimos anos. No entanto, a empresa ainda precisará garantir um financiamento significativo para sustentar seu crescimento, algo que, segundo Van Dartel, está em fase de negociações.

A Vaeridion planeja construir as aeronaves do zero e vendê-las diretamente aos clientes, além de gerar receita recorrente com a substituição periódica das baterias, que serão atualizadas à medida que as novas químicas de bateria forem surgindo, aumentando gradualmente a autonomia do avião. Com um preço estimado entre € 150 e € 300 por assento, o microliner será voltado para viajantes de negócios que buscam conforto e conveniência em voos regionais.

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