Durante o IT Conference, workshop discute como o departamento de TI deve se organizar e trabalhar para reduzir custo sem perder qualidade
Fazer mais com menos. Este parece ser o objetivo de dez em cada dez empresas. Mas como realizar isto sem comprometer a qualidade dos projetos e dos serviços – ou sobrecarregar os funcionários? Para responder esta questão latente dos CIOs, o consultor de gestão empresarial Sergio Lozinsky conduziu o workshop Eficácia de TI durante a sexta edição do IT Conference, que reuniu 768 pessoas entre quinta (05/06) e sexta-feira (06/06), no WTC Hotel, em São Paulo. “A eficácia e a eficiência de TI devem ser vistas como parte de um ciclo de atendimento das necessidades dos usuários, que tendem a se sofisticar a medida que o usuário entendem mais de tecnologia”, enfatizou.
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Antes de se aprofundar no tema e chamar os executivos Paulo Vassalo, CIO da CCEE, e Fabio Faria, diretor-corporativo de TI da Votorantim Industrial, que apresentam os cases das respectivas empresas, Lozinsky explicou a diferença entre eficácia e eficiência. De acordo com o especialista eficácia diz respeito à como a TI lida com as demandas por soluções e como são definidas as necessidades da área de tecnologia da informação. Já eficiência está relacionada à forma como o serviço de TI é entregue, envolve a busca por soluções alternativas, a medição por custo unitário e por níveis de serviços ofertados pela TI e também a obtenção de ganhos em escala.
Com usuários cada vez mais independentes e os CEOs exigindo mais rentabilidade e redução de custos, o departamento de TI se vê obrigado a incrementar suas capacidades estratégicas, como gestão de TI, gestão de desempenho, gestão de portfólio e gestão de inovação, além da gestão de demanda, governança de TI, estratégia de sourcing e de TI e gestão da arquitetura.
No caso da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a dinâmica rotina e o ciclo de demanda incontrolável obrigaram a área de TI, comandada por Paulo Vassalo, a repensar sua organização. “Percebemos que éramos eficazes, mas não eficientes”, conta Vassalo. A resposta foi elevar o nível de maturidade dos processos e a governança de TI.
Na Votorantim Industrial, Fabio Faria, propôs uma plataforma única para todas as empresas que integram esta vertical do grupo (saiba mais: assista ao webcast). A tarefa esbarrava nas dificuldade inclusive de distância, uma vez que são 330 localidades em todos os Estados do Brasil. Alguns pontos foram cruciais, como ter a governança de TI alinhada com a de negócios, padronização, integração e otimização das informações e a implantação de um centro de competência de TI. “Reduzimos de 1,17% do faturamento para 0,74% sem deixarmos de fazer nada”, ressalta o diretor-corporativo.
Para finalizar o workshop, Lozinsky apontou alguns índices que podem ser usados pelos profissionais com objetivo de descobrir se o departamento está na direção certa:
– oportunidades perdidas por causa da infra-estrutura de TI
– impacto nos clientes
– serf-service (grau que as empresas disponibilizam para os funcionários)
– mix de recursos profissionais
– impacto na geração de lucro
– percepção sobre segurança da arquitetura tecnológica
– velocidade do desenvolvimento
– utilização prática das soluções
– inovação
– treinamento focado em resultados