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Com mais de 30 anos de carreira, Tânia Cosentino vê a tecnologia como propósito

Tânia Cosentino carrega a inquietação de uma pioneira. Engenheira eletricista formada na década de 1980, quando mulheres em cursos técnicos ainda eram exceções, a executiva tem uma trajetória emblemática entre líderes femininas no Brasil. Ao longo de sua jornada profissional de mais três décadas, não só ocupou cargos estratégicos em multinacionais, mas também aproveitou cada […]

Publicado: 04/03/2026 às 18:31
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A imagem mostra uma pessoa vestindo uma jaqueta estilosa de tecido semelhante ao jeans, com um design moderno composto por faixas horizontais translúcidas nas mangas e no corpo. A peça tem gola alta estruturada e detalhes que criam um visual sofisticado e contemporâneo. O fundo é totalmente rosa, liso e uniforme, destacando ainda mais a roupa e criando um contraste vibrante. A pessoa está posicionada de frente, com os braços cruzados, transmitindo uma postura firme e elegante. (Tânia)
Construção civil — Foto: Reprodução

Tânia Cosentino carrega a inquietação de uma pioneira. Engenheira eletricista formada na década de 1980, quando mulheres em cursos técnicos ainda eram exceções, a executiva tem uma trajetória emblemática entre líderes femininas no Brasil. Ao longo de sua jornada profissional de mais três décadas, não só ocupou cargos estratégicos em multinacionais, mas também aproveitou cada uma dessas posições para promover uma agenda ambiciosa de inclusão e sustentabilidade.

A executiva iniciou sua carreira na multinacional alemã Siemens, em um período em que a autoridade técnica feminina era frequentemente questionada. Em seguida, migrou para a Rockwell Automation e, posteriormente, para a Schneider Electric, onde permaneceu por 19 anos. Na gigante francesa de energia, se tornou a primeira mulher a presidir a operação da empresa no Brasil. Anos depois, assumiu o comando de toda a América do Sul.

Ao longo desse percurso, Tânia transformou temas como sustentabilidade, diversidade e da equidade de gênero de bandeiras pessoais em pilares de transformação de modelos de negócio. Esse trabalho lhe rendeu reconhecimento internacional. Em 2017, foi a única latino-americana escolhida como “SDG Pioneer” pela Organização das Nações Unidas, honraria concedida a líderes que alinham os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU a estratégias corporativas.

Em 2019, Tânia assumiu a presidência da Microsoft Brasil. Com a mudança, trocou uma indústria tradicional por um ambiente de vanguarda tecnológica. Lá, mais uma vez, imprimiu sua marca. Sob sua liderança, a filial brasileira da gigante de Redmond se reposicionou no engajamento em temas ligados ao ESG. A estratégia era clara: não apenas cumprir tabela, mas promover transformações com intencionalidade.

Uma das ações conduzidas pela executiva foi a criação de um fundo de investimento corporativo exclusivo para negócios fundados ou liderados por mulheres. Batizado de Women Entrepreneurship (WE) Ventures, o fundo, desenvolvido pela Microsoft Participações em parceria com o Sebrae Nacional e a M8 Partners, virou uma alavanca para o empreendedorismo feminino no setor de tecnologia.

Também sob sua liderança, a empresa lançou, em 2020, o Microsoft Mais Brasil, programa que passou a reunir todas as iniciativas sociais e ambientais da companhia em uma única estrutura. Ao longo dos últimos anos, a iniciativa capacitou milhões de brasileiros, especialmente mulheres, pessoas negras e pessoas com deficiência, para atuar em áreas ligadas à transformação digital.

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“Um aspecto relevante quando se trata de trabalho em tecnologia é a busca por uma maior equidade de gênero. Apesar dos avanços, as mulheres ainda têm uma participação nesse mercado bem abaixo do que poderiam, especialmente em posições de liderança e nos segmentos mais promissores. Esse quadro nos mostrou a importância de fortalecer iniciativas para atrair a atenção de mulheres para essas áreas, não só por meio de cursos, mas também de eventos, como palestras e workshops, que mostrem o protagonismo feminino na tecnologia”, escreveu Tânia na carta de lançamento do programa.

Uma das áreas de foco da iniciativa foi a inteligência artificial (IA). Para Tânia Cosentino, a tecnologia é um pilar essencial para impulsionar o crescimento econômico inclusivo do País. Não por acaso, em 2024, liderou a realização do Microsoft AI Tour, evento global especializado em IA, pela primeira vez no Brasil. “A IA terá um impacto tão grande quanto o microcomputador teve nos anos 90. Estamos testemunhando uma democratização acelerada da tecnologia, e novas funcionalidades surgem diariamente”, afirmou a executiva à época, durante a abertura do evento.

A IA também se conectou diretamente com outra frente de atuação da Microsoft sob a liderança de Tânia: a sustentabilidade. Para ela, o avanço da tecnologia não deve se apoiar apenas no crescimento econômico e expansão digital, mas também na preservação ambiental.

Durante sua gestão, a Microsoft Brasil comprometeu-se a operar todos os seus data centers com energia renovável e desenvolveu projetos emblemáticos, como o PrevisIA, que utiliza IA para prever focos de desmatamento na Amazônia. Outro exemplo foi o ClimaAdapt, ferramenta desenvolvida em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), que antecipa riscos climáticos em diferentes regiões brasileiras com base em dados públicos e modelos computacionais.

Tânia Cosentino encerrou seu ciclo como presidente da Microsoft Brasil no início de 2025, assumindo um novo desafio na empresa: liderar as vendas de cibersegurança para toda a América Latina. Na nova posição, ela passou a liderar a aceleração de jornadas de segurança na região, uma área em que empresas e usuários finais têm enfrentado um dos cenários mais complexos da história.

“A região tem um enorme potencial de crescimento na adoção de IA e serviços em nuvem e, para que essas tecnologias realmente elevem o potencial humano, elas devem, em primeiro lugar, ser seguras. Com o cenário de ameaças em constante evolução, a segurança deve ser prioridade para todas as organizações”, declarou ao assumir o novo posto.

À frente da liderança da empresa no país, no entanto, deixou um legado sólido: além de implementar políticas, construiu uma cultura corporativa de ética e na corresponsabilidade. Criou comitês internos para garantir que o desenvolvimento de tecnologias seguisse diretrizes de inclusão e representatividade, e estabeleceu que temas como diversidade e compliance não seriam áreas isoladas, mas prioridades transversais do negócio.

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