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Tech Girls lança modelo de franquias para capacitação de mulheres na TI

O Tech Girls, negócio social de Curitiba (PR) que oferece aulas presenciais gratuitas de tecnologia para capacitar mulheres em TI em situação de vulnerabilidade social, anunciou o lançamento de um modelo de um modelo de franquia social. O objetivo é aumentar a expansão geográfica do negócio e atender a demanda crescente por essas profissionais em […]

Publicado: 21/03/2026 às 16:56
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Construção civil — Foto: Reprodução

O Tech Girls, negócio social de Curitiba (PR) que oferece aulas presenciais gratuitas de tecnologia para capacitar mulheres em TI em situação de vulnerabilidade social, anunciou o lançamento de um modelo de um modelo de franquia social. O objetivo é aumentar a expansão geográfica do negócio e atender a demanda crescente por essas profissionais em outras localidades.

O negócio nasceu em 2017 e foi criado pela desenvolvedora de software Gisele Lasserre. O programa já impactou mais de 580 mulheres com escolas próprias em Curitiba (PR), São Paulo (SP), Taubaté (SP) e Florianópolis (SC).

O Tech Girls recebe doações de computadores e notebooks e orienta mulheres em situação de vulnerabilidade social a recuperá-los. O negócio utiliza os aparelhos para ensiná-las também sobre programação. Equipamentos não possam ser restaurados são reutilizados para confecção de bijuterias, entre outros artigos, pelas próprias alunas.

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O modelo operacional da franquia social visa também atender empresas, cada vez mais pressionadas por acionistas e pelo público a desenvolverem soluções ESG e buscar iniciativas comprovadas de transformação social. As primeiras franquias do Tech Girls estão em operação nas cidades de São José dos Pinhais (PR) e Joinville (SC).

Modelo de aprendizado

O modelo de aprendizado do Tech Girls ocorre presencialmente ao longo de três meses e compreende uma jornada de cinco módulos: a arte do lixo eletrônico, empreendedorismo digital, manutenção de notebooks, lógica de programação e desenvolvimento de software.

Como a maior parte das alunas têm pouco conhecimento quanto ao uso da tecnologia e muitas delas não possuem computadores e acesso à internet, Gisele desenvolveu uma metodologia de ensino que busca conectar as alunas emocionalmente com o universo digital. A porta de entrada é a arte com lixo eletrônico: as mulheres transformam sucatas doadas em bijuterias, fazendo com que o descarte do material doado seja praticamente nulo.

O módulo de arte em lixo eletrônico também possibilita a geração de renda através da venda de acessórios, ajudando muitas mulheres a conquistar a autonomia financeira com a criação de suas próprias lojas virtuais. Nos módulos seguintes, as alunas aprendem sobre os principais problemas que ocorrem em notebooks, realização de diagnóstico dos equipamentos, formatação e atualização de aparelhos, processamento, algoritmos, linguagem Python e linguagem de marcação HTML e CSS, entre outros conteúdos.

Ao final da jornada de imersão digital, as alunas recebem um notebook recuperado durante as aulas de manutenção, o que representa um reconhecimento da dedicação ao curso e auxilia na continuidade das atividades profissionais e educacionais.

O Tech Girls ressalta que a principal diferença entre franquia social e franquia comercial é que a primeira não visa ao lucro, mas à sustentabilidade e ao crescimento do negócio social. Os fundadores das franquias sociais são acionistas, não auferem lucros e todo o excedente é reinvestido no projeto.

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