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Tecnologia liga Bovespa à Bolsa de Chicago

Objetivo é impulsionar acesso ao mercado de derivativos e capitais

Publicado: 10/05/2026 às 13:51
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6 minutos
Tecnologia liga Bovespa à Bolsa de Chicago
Construção civil — Foto: Reprodução

O mundo capitalista moderno transformou fronteiras em linhas etéreas. As tecnologias, por sua vez, revolucionaram o fluxo monetário ao redor do globo. Instituições financeiras da Ásia, Europa, África, Oceania e América ficaram a apenas um clique de distância. A história recente intensificou esta relação – e o mercado pulsante dos últimos anos levou as empresas (e pessoas) às Bolsas.

Acompanhando esta mudança, a BM&FBovespa iniciou um projeto para ampliar as formas de acesso à Bolsa. “A iniciativa visava à maior capacidade de distribuição”, resume Márcio Castro, diretor de tecnologia da informação para sistemas de negociação da casa. No limiar deste movimento, a entidade desenvolveu e partiu para implantação de uma série de modelos que impulsionassem novas formas de negócios.

Dentro deste contexto, a partir do final de 2007, a casa travou diálogos para estabelecer parceria operacional com a norte-americana Chicago Mercantile Exchange (CME). A medida abriu fronteiras para comercialização eletrônica de commodities agrícolas, mercado futuro e derivativos do Brasil para mais de 80 países. “O acordo faz com que nossos instrumentos de negociação fiquem disponíveis na plataforma eletrônica deles.”

A parceria demandou a construção de uma extranet entre as bolsas parceiras por meio de um link privado de alta velocidade com 40 Mbps. Via conexão, as ofertas da BM&F são transmitidas em tempo real para os usuários da plataforma eletrônica Globex, da CME. O caminho inverso também é verdadeiro, com iniciativas de compra e venda nos Estados Unidos sendo roteadas pelo sistema de negociação de derivativos GTS (Global Trading System), em São Paulo.

O planejamento, o desenvolvimento e a integração consumiu nove meses de trabalho e envolveu profissionais de diversas áreas. A solução foi desenhada para gerar o mínimo impacto para os usuários. O diretor explica que, além da rede, foram colocados servidores para receber mensagens nas duas pontas e máquinas para converter protocolos. “Mesmo que exista padronização na linguagem, cada Bolsa atua com dialetos distintos”, comenta. “Não posso exigir que um cliente final conheça seu código junto ao corretor”, enfatiza o profissional, apontando que, mesmo atuando no mercado externo, esses investidores operam como se estivesse atuando localmente.

Segundo Castro, atualmente, o volume diário de informações trocadas entre as entidades em São Paulo e Chicago gira em torno de 70 milhões, com forte crescimento. O volume de informações trocadas diariamente entre as casas é de 70 milhões. Esse volume vem crescendo fortemente com o passar do tempo. Além disso, o segmento BM&F já registrava, com base em números de setembro, 1,785 milhão de contratos negociados pelo Globex.

De acordo com o diretor, em várias outras ocasiões tentou-se a integração entre bolsas de valores de países distintos. “Poucos projetos foram até o fim”, diz. Na visão do executivo, talvez o principal elemento de sucesso da aliança foi o respaldo tecnológico que foi possível graças ao amadurecimento do mercado de redes e a padronização dos protocolos.

Agora, a BM&FBovespa estuda um potencial acordo com a Nasdaq OMX Group. A aliança prevê o compartilhamento de uma série de serviços, gerando oportunidades de cooperação na área de TI. Se sair do papel, a parceria representa o desenvolvimento de um sistema de roteamento de ordens muito parecido com o existente com a CME. Só que, desta vez, a possível medida tocará negociação de ações, uma vez que contempla o segmento Bovespa.

Provendo acesso

Existe uma direção tecnológica forte para novas formas de conexão e acesso com o objetivo de ampliar distribuição não só para usuários internacionais como para o mercado em geral. “Ao longo de 2009, tivemos várias iniciativas de ampliação de capacidade”, comenta. O movimento alinha-se à uma busca, perceptível até em investidores mais tradicionais, pelo mercado de capitais como uma forma de potencializar seus rendimentos.

Com isso, somam-se esforços tecnológicos para ampliação da abrangência do sistema de negociação de acesso direto ao mercado (DMA, na sigla em inglês) da BM&FBovespa. Em maio, entrou em operação uma nova versão do Mega Bolsa, reduzindo pela metade o tempo de processo das transações eletrônicas. Cinco meses depois, um novo gateway (Mega Direct) melhorou ainda mais o desempenho, fazendo com que o tempo de resposta caísse para um décimo do verificado desde a evolução anterior.

A facilidade propiciou um salto quantitativo. Em outubro, as transações realizadas por roteamento de ordens via DMA ao segmento BM&F representaram 15% do total de 34 milhões contratos negociados. Já os negócios sobre o sistema no segmento Bovespa representaram 59% do total de 9 milhões de negócios.

Vale ressaltar: o segmento BM&F possui quatro modelos de acesso direto ao mercado, enquanto o Bovespa, até então, oferece apenas o “tradicional”, no qual o cliente acessa o sistema Mega Bolsa por intermédio da estrutura tecnologia da corretora. Mas, ainda em 2009, isso deve mudar com a extensão de facilidades que operam na bolsa de mercadorias e futuros para o segmento de ações. A medida – após aprovação da Comissão de Valores Mobiliários, a CVM – levará as modalidades provedor (via provedor de acesso), conexão direta e co-location (instalação de computador dentro da Bolsa) para o segmento de negociação de ações.

Só em 2009, a TI da BM&FBovespa conduziu mais de 12 projetos. As incursões seguem ainda para estabelecer uma interface única e padronizada entre os segmentos para o usuário. A iniciativa começou em maio e deve ser concluída até o final do ano. “Tivemos a fusão e desde então temos operado as duas com segmentos distintos”, comenta o executivo. A medida de integração, na opinião do diretor, acarretará redução de custos e facilidade no fomento de negócios a partir de oferta combinadas. As equipes de tecnologia trabalham em conjunto desde agosto de 2008. “A principais metas de sinergia já conquistamos”, avalia, dizendo que restam apenas sistemas que demandam cronograma mais longo.

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